Jovem goiana tetraplégica celebra avanços na saúde

Jovem goiana tetraplégica celebra avanços na saúde após tratamento de doença rara.

A jovem goiana tetraplégica, Roberta Rodrigues, de 33 anos, está comemorando seus avanços na luta contra a Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP). Nascida em Santa Fé de Goiás, ela se mudou para Goiânia devido à sua condição de saúde. Roberta já enfrentou a tetraplegia em cinco ocasiões, mas sua determinação e o tratamento adequado têm proporcionado melhorias significativas em sua vida.

Roberta, que é fisioterapeuta, compartilha que atualmente já consegue mover os braços, embora ainda não tenha recuperado a capacidade de andar. “Estou muito melhor do que em fases anteriores, graças à fisioterapia e ao meu esforço contínuo”, disse Roberta. A fisioterapeuta Júlia Chaves explica que a CIDP é um distúrbio autoimune que ataca as células nervosas, resultando em perda de força muscular. Apesar de ser uma condição crônica, Roberta acredita que a recuperação é possível com um tratamento eficaz e fisioterapia intensiva.

Superação e Fisioterapia

Roberta sempre foi ativa fisicamente, praticando capoeira desde a adolescência. Essa preparação física contribuiu muito para sua recuperação após as crises. Ela enfatiza a importância do condicionamento físico, dizendo: “Sempre treinei muito para que, quando a crise chegasse, eu tivesse energia para gastar”.

Mesmo após ter perdido todos os movimentos em várias ocasiões, Roberta conseguiu recuperá-los após os tratamentos, utilizando seu conhecimento como fisioterapeuta a seu favor. Ela também destaca que, apesar das dificuldades, sempre se esforçou para manter sua saúde e bem-estar.

Histórico Médico de Roberta

O primeiro diagnóstico de Roberta foi de Síndrome de Guillain-Barré, uma condição autoimune que causa paralisia muscular. O laudo inicial indicou que ela enfrentou insuficiência respiratória e necessitou de plasmaférese, um tratamento que filtra o sangue para impedir a progressão da doença. No entanto, com o passar dos anos, Roberta começou a ter crises recorrentes, o que é incomum para pacientes com Guillain-Barré.

Com o tempo, os laudos médicos indicaram que seu quadro evoluiu para Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica. A primeira crise ocorreu quando Roberta tinha 15 anos, logo após receber a vacina contra febre amarela. Ela recorda: “Senti uma fraqueza que subia dos pés e fui diagnosticada com Guillain-Barré. Fiz tratamento com imunoglobulina, que é essencial para controlar a doença”.

Crises e Tratamentos

Desde 2008, Roberta enfrentou dez crises, necessitando de internação em todas elas. Em nove ocasiões, ela precisou ser entubada devido à dificuldade respiratória. “Eu perdia totalmente os movimentos do pescoço para baixo. As crises mais severas ocorreram em 2008, 2010, 2015, 2018 e mais recentemente”, explicou Roberta.

Atualmente, ela realiza um tratamento preventivo a cada seis meses com a medicação Rituximabe. Apesar das várias crises, Roberta não apresenta sequelas motoras e atribui isso à sua mentalidade positiva e ao condicionamento físico que sempre manteve. “Entre os surtos, eu treinava intensamente, pois sabia que a qualquer momento poderia ter uma nova crise”.

Profissão e Contribuições

Roberta Rodrigues é graduada em fisioterapia pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e completou sua residência na Secretaria Estadual de Saúde e na Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela também passou em um concurso para atuar como fisioterapeuta no Hospital das Clínicas em Goiânia.

Atualmente, Roberta é preceptora no Hospital das Clínicas, onde orienta residentes. Durante a pandemia de Covid-19, ela se destacou por seu trabalho humanizado na linha de frente, sendo reconhecida por sua dedicação. Além de sua atuação clínica, Roberta já lecionou em diversos cursos de pós-graduação e possui especializações em neurociência e psicanálise.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal condição de saúde de Roberta?

Roberta foi diagnosticada com Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP).

Quantas vezes Roberta ficou tetraplégica?

Ela ficou tetraplégica cinco vezes ao longo de sua vida.

Qual é a profissão de Roberta?

Roberta é fisioterapeuta e atua como preceptora no Hospital das Clínicas em Goiânia.

  • Tratamento com imunoglobulina
  • Plasmaférese para controle da doença
  • Medicação Rituximabe a cada seis meses
  • Fisioterapia intensiva para recuperação

Roberta Rodrigues é um exemplo de superação e resiliência, mostrando que, mesmo diante das adversidades, é possível encontrar força para seguir em frente e inspirar outros. Para mais informações sobre doenças raras e tratamentos, acesse o site do Ministério da Saúde e confira conteúdos relevantes. Para mais histórias inspiradoras, visite Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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