Bebê sócio em Santa Catarina é um fenômeno que chama atenção. Um recém-nascido, com apenas 10 dias de vida, tornou-se sócio de uma empresa no estado. Este caso, considerado o mais precoce registrado, levanta questões sobre a legislação vigente e suas implicações.
Em Santa Catarina, cerca de 8 mil empresas têm ao menos um sócio menor de 18 anos. Essa situação é possível devido a uma brecha na lei brasileira que permite que menores de idade integrem sociedades empresariais, o que pode resultar em heranças de dívidas significativas.
Bebê sócio em Santa Catarina: Como isso é possível?
A constituição da empresa ocorreu em 15 de dezembro de 2022. O bebê nasceu três dias depois, em 18 de dezembro, e foi oficialmente incluído como sócio no dia 28 do mesmo mês. A legislação permite que os pais ou responsáveis legais assinem documentos em nome do menor, possibilitando essa prática.
A advogada criminalista Larissa Kretzer explica que o artigo 974 do Código Civil brasileiro abre espaço para que menores sejam sócios de empresas. No entanto, eles não podem atuar como sócios-administradores, mas podem figurar na estrutura societária.
Impactos da Legislação sobre Menores Sócios
A inclusão de crianças e bebês como sócios pode ter consequências inesperadas. Quando uma empresa enfrenta dificuldades financeiras, os menores podem herdar dívidas, o que levanta preocupações sobre a proteção dos direitos das crianças.
André Santos, fundador do Movimento ‘Criança Sem Dívida’, busca conscientizar a sociedade sobre os riscos envolvidos. Ele argumenta que o abuso financeiro infantil é uma violação de direitos e que a responsabilização deve ter limites claros.
Movimento por Mudanças na Legislação
O Movimento ‘Criança Sem Dívida’ já propôs o projeto de lei 166/2026, que visa proibir o uso do CPF de menores na abertura de empresas. Essa iniciativa está em tramitação no Congresso e busca proteger as crianças de situações financeiras prejudiciais.
Rafaella, membro do movimento, expressa sua frustração com o sistema. Ela observa que, ao analisarem casos, as autoridades frequentemente veem apenas um CPF e um nome, sem considerar a idade ou as circunstâncias que levaram à inclusão da criança na sociedade.
Experiências Pessoais de Menores Sócios
Isabella Lehnen, uma jovem de 28 anos, compartilha sua experiência. Ela se tornou sócia de uma empresa aos cinco anos, por decisão de seus pais. Isabella recorda que, durante sua infância, usou nomes falsos para se proteger de cobranças e processos que chegavam em seu nome.
Ela revela que a ideia de incluí-la como sócia partiu de um contador, que sugeriu que um familiar de confiança fosse adicionado ao quadro societário. Anos depois, a falência do negócio resultou em dívidas que afetaram sua vida.
Perguntas Frequentes
1. Bebês podem realmente ser sócios de empresas?
Sim, a legislação permite que menores sejam sócios, desde que os responsáveis legais assinem os documentos.
2. Quais são os riscos de ser sócio menor de idade?
Menores podem herdar dívidas e enfrentar problemas financeiros devido a falências de empresas.
3. O que está sendo feito para mudar essa situação?
Movimentos como ‘Criança Sem Dívida’ estão lutando por mudanças na legislação para proteger os direitos das crianças.
- Legislação brasileira permite menores como sócios
- Aproximadamente 8 mil empresas em SC têm sócios menores
- Movimento busca mudanças legais
- Experiências de jovens sócios revelam desafios
Essa situação em Santa Catarina é um alerta sobre a necessidade de revisar as leis que regem a participação de menores em empresas. É fundamental garantir que os direitos das crianças sejam respeitados e protegidos.
Para mais informações sobre esse tema, você pode acessar o site do Ministério da Justiça. Para mais conteúdos sobre legislação e direitos, visite Em Foco Hoje.



