A venda de sentenças é um tema que gera grande preocupação na sociedade brasileira. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o afastamento do juiz Ivan Lúcio Amarante, que está sob investigação por supostos crimes relacionados a esse esquema. O magistrado foi afastado de suas funções desde maio do ano passado, após denúncias de envolvimento em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro.
As investigações revelaram que Ivan Lúcio Amarante recebeu a quantia de R$ 750 mil de sua esposa, Mara Patrícia Nunes Amarante, através de 43 depósitos realizados entre setembro de 2023 e julho de 2024. A defesa do juiz argumentou que esse montante foi destinado ao que eles chamaram de ‘desenvolvimento espiritual e religioso’, orientado por um pai de santo.
Venda de Sentenças e Lavagem de Dinheiro
O processo administrativo disciplinar (PAD) contra Amarante foi instaurado pela Corregedoria Nacional de Justiça, que identificou indícios de um esquema de venda de sentenças. A decisão de manter o procedimento foi confirmada pela Segunda Turma do STF, que já contava com a maioria dos votos favoráveis à continuidade das investigações.
O relator do caso, Luiz Fux, destacou em seu voto que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) atuou dentro de suas competências, ressaltando que não existem argumentos que possam deslegitimar a decisão do conselho. Fux enfatizou que a corte não deve funcionar como instância recursal para decisões tomadas pelo CNJ.
Desdobramentos da Investigação
A investigação em torno do juiz Amarante está inserida no contexto da “Operação Sisamnes”, que visa desmantelar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à venda de sentenças judiciais. As movimentações financeiras de Amarante chamaram a atenção, especialmente os depósitos realizados por sua esposa, que foram feitos em valores elevados e repetidos, levantando suspeitas sobre a origem legítima dos recursos.
Em outubro de 2023, foram identificados sete depósitos totalizando R$ 140 mil, o que intensificou a análise das operações financeiras do juiz. A defesa alegou que os valores eram para custear sessões com um pai de santo em São Paulo, mas essa justificativa foi contestada pelo CNJ devido à natureza suspeita das transações.
Conexão com o Assassinato de Advogado
As investigações sobre Ivan Lúcio Amarante tiveram início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, que foi morto em Cuiabá. A análise de mensagens e dados encontrados no celular da vítima revelou indícios de crimes graves, incluindo a venda de sentenças. Isso levou à realização da “Operação Sisamnes” pela Polícia Federal, que resultou em mandados de busca e apreensão em Mato Grosso.
Atualmente, o juiz Amarante permanece afastado de suas funções, e seus bens foram bloqueados, totalizando cerca de R$ 30 milhões. Essa situação levanta questões sobre a integridade do sistema judiciário e a necessidade de medidas rigorosas para combater a corrupção.
Perguntas Frequentes
Qual é a situação atual do juiz Ivan Lúcio Amarante?
O juiz está afastado de suas funções e sob investigação por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças.
O que motivou a abertura do Processo Administrativo Disciplinar?
O PAD foi instaurado devido a indícios de lavagem de dinheiro e venda de sentenças, conforme apurações do CNJ.
Como a defesa do juiz justificou os depósitos recebidos?
A defesa alegou que os valores foram destinados ao desenvolvimento espiritual e religioso do juiz, mas essa justificativa foi contestada.
- Venda de sentenças é crime grave
- Investigação em andamento
- Impacto na credibilidade da justiça
- Medidas contra corrupção são necessárias
Para mais informações sobre o tema, acesse Em Foco Hoje. Para detalhes sobre o funcionamento do sistema judiciário, consulte o site do Conselho Nacional de Justiça.



