Voos para o Oriente Médio estão começando a ser parcialmente retomados no Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos. A reabertura das operações aéreas ocorre após uma série de cancelamentos devido a conflitos na região. A concessionária que gerencia o aeroporto anunciou que um voo da Emirates partiu na madrugada de uma sexta-feira com destino a Dubai.
Voos para o Oriente Médio e a situação atual
A Qatar Airways, por outro lado, ainda mantém suas operações para Doha suspensas. A companhia aérea só planeja retomar os voos regulares assim que as autoridades de aviação civil do Qatar confirmarem a segurança e a reabertura do espaço aéreo. Desde o início dos conflitos no Irã, 57 voos foram cancelados no aeroporto, causando grande transtorno aos passageiros.
Impacto nos passageiros
Os passageiros afetados devem entrar em contato com suas companhias aéreas ou agências de viagem para obter informações sobre reembolsos ou remarcações. A situação é preocupante, especialmente para aqueles que estão no exterior e não conseguem retornar ao Brasil. Uma família brasileira, por exemplo, está enfrentando momentos de medo e incerteza em Dubai.
Experiência de uma família em Dubai
Essa família estava em uma viagem pela Itália e planejava passar dez dias em Dubai, mas o cenário de conflito mudou drasticamente. No quarto dia de sua estadia, durante uma comemoração, receberam um alerta em seus celulares para que buscassem abrigo imediatamente devido à ameaça de um ataque. Eles estavam hospedados em um apartamento no 54º andar, próximo ao Burj Khalifa, e desceram rapidamente para o lobby com suas filhas.
Alertas constantes e rotina alterada
A rotina da família em Dubai se tornou marcada por alertas de segurança. Eles relatam que, desde o início dos conflitos, receberam entre cinco e seis mensagens alertando sobre a aproximação de mísseis. A situação é angustiante e gera estresse constante, pois não estão acostumados a viver em um ambiente de guerra.
Voos cancelados e incertezas
O voo de retorno da família estava agendado para o dia 8 de março, mas foi cancelado. Após receberem a notícia, decidiram comprar novas passagens para tentar voltar ao Brasil o quanto antes. A incerteza em relação à situação atual e novos alertas de risco os levaram a essa decisão.
Orientações do governo brasileiro
Até o momento, o governo brasileiro tem fornecido orientações gerais para os cidadãos que se encontram na região. O consulado brasileiro em Dubai tem publicado informações sobre rotas de saída e riscos associados, sugerindo que os brasileiros busquem apoio nas embaixadas ou consulados.
Segurança em primeiro lugar
A advogada especialista em Direito do Passageiro Aéreo, Luiza Costa Russo, enfatiza a importância de priorizar a segurança em situações como essa. Ela recomenda que os viajantes sigam rigorosamente as orientações das autoridades locais e permaneçam em locais seguros. Além disso, é essencial buscar apoio das autoridades diplomáticas, como o consulado ou a embaixada.
Desafios enfrentados pelas companhias aéreas
O fechamento do espaço aéreo em decorrência de conflitos é considerado um caso de força maior, o que limita a responsabilidade das companhias aéreas. Elas não conseguem prever ou controlar as consequências de tais eventos. Portanto, não são responsáveis por prejuízos decorrentes da interrupção dos voos. Mesmo com a reabertura dos aeroportos, a alta demanda por novos assentos pode dificultar a reorganização dos passageiros.
É importante que os passageiros estejam cientes de que despesas extras, como hospedagem durante a interrupção dos voos, podem não ser cobertas pelas companhias aéreas. A situação atual exige cautela e planejamento, especialmente para aqueles que desejam retornar ao Brasil.
Voos para o Oriente Médio estão sendo gradualmente retomados, mas a situação ainda é delicada. Os passageiros devem estar atentos às orientações e manter contato com suas companhias aéreas para garantir sua segurança e bem-estar.
Para mais informações sobre viagens e segurança, você pode visitar este site ou consultar as orientações do Ministério das Relações Exteriores.



