Transplante de coração é uma realidade que pode mudar vidas. Fabíola Pessoa, uma residente do Distrito Federal, é um exemplo inspirador disso. Após anos lutando contra a insuficiência cardíaca, ela finalmente recebeu um novo coração, o que representa um novo começo e a possibilidade de viver plenamente.
Aos 41 anos, Fabíola passou por momentos desafiadores desde que teve um infarto durante sua gestação em 2021. Essa experiência traumática não apenas resultou na perda de seu bebê, mas também a deixou com sérios problemas cardíacos. Desde então, sua vida foi marcada por consultas médicas frequentes e tratamentos intensivos.
Transplante de coração e novos desafios
Fabíola enfrentou uma série de complicações ao longo de sua jornada. Ela precisou de três stents, que são dispositivos médicos utilizados para manter os vasos sanguíneos abertos, além de ter sido submetida a um tratamento com ECMO. Este procedimento é um suporte vital que atua como um coração e pulmão artificiais, essencial em casos de falência cardíaca grave.
Apesar de todos os esforços médicos, sua condição piorou no início de 2025 devido a uma infecção causada por uma picada de aranha. O cardiologista Vitor Barzilai, que a acompanhou durante todo o tratamento, explicou que o transplante de coração era a única solução viável para garantir a sobrevivência de Fabíola. Ele ressaltou a importância de uma abordagem coordenada e oportuna no tratamento.
Esperança na fila do transplante
Fabíola estava na lista de espera para o transplante desde setembro de 2025. Com a deterioração de sua saúde em janeiro deste ano, ela foi priorizada e, em apenas três semanas, teve a oportunidade de realizar a cirurgia. A expectativa e a ansiedade tomaram conta de sua vida, mas a esperança de um novo futuro a motivou.
“Quando meu médico me informou que era hora de entrar na fila, foi um divisor de águas. Foram cinco anos de tratamento, com altos e baixos. A espera pelo transplante se tornou uma mistura de medo e fé”, compartilha Fabíola.
O transplante e a recuperação
O coração que Fabíola recebeu veio de São Mateus, no Espírito Santo. A operação para a transferência do órgão envolveu uma complexa logística entre os dois estados. O coração chegou ao Hospital Brasília no dia 13 de fevereiro, onde a cirurgia foi realizada imediatamente. Após o transplante, Fabíola permaneceu internada por mais duas semanas para monitoramento e recuperação.
O médico responsável destacou que, normalmente, os pacientes precisam ficar internados entre duas semanas e um mês. No entanto, Fabíola teve uma recuperação excepcional e pôde receber alta no dia 1º de março. Ela expressou sua gratidão por ter superado um período tão difícil e doloroso.
Uma nova vida após o transplante de coração
Após o transplante, Fabíola se sente revitalizada. “Agora, tudo parece possível. Voltei a realizar atividades simples sem me sentir cansada. Este novo coração é sinônimo de vida”, afirma com entusiasmo.
Ela também fez um apelo à população sobre a importância da doação de órgãos. “Graças à coragem e ao amor de uma família que decidiu doar, minha vida foi salva. É fundamental que as pessoas compreendam que a doação é um ato de amor que pode salvar vidas”, conclui Fabíola.
O impacto do transplante de coração na vida de Fabíola é um testemunho poderoso da importância da doação de órgãos e do avanço da medicina. Para mais informações sobre transplantes e doação de órgãos, você pode visitar o site da Ministério da Saúde.
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