A Marquise do Ibirapuera tem sido um ponto central de discussão devido ao seu uso por skatistas e patinadores. A concessionária Urbia, responsável pela gestão do espaço, expressou preocupações sobre o que considera ‘mau uso’ do local. Desde a reabertura da Marquise, a situação tem se tornado cada vez mais complexa.
Marquise do Ibirapuera e suas novas regras
Após um período de seis anos de interdição para reformas, a Marquise do Ibirapuera foi reaberta ao público em janeiro. Desde então, a Urbia enviou três ofícios à Prefeitura de São Paulo, solicitando um aumento no policiamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM). A empresa alega que o espaço, que possui uma área designada para a prática de skate e patins, tem sido alvo de vandalismo intencional.
Área específica para esportes
A área destinada a skatistas e patinadores ocupa 3,6 mil metros quadrados, representando cerca de 13% do total da Marquise. No entanto, a nova regra que delimita essa área não tem sido respeitada por muitos usuários. Frequentadores afirmam que o controle do espaço se torna complicado, especialmente em dias de maior movimento.
Desafios na fiscalização
Os frequentadores da Marquise do Ibirapuera têm opiniões divergentes sobre a eficácia das novas regras. Muitos acreditam que a área designada é insuficiente para acomodar todos os praticantes, especialmente nos fins de semana. Além disso, a sinalização sobre as novas normas é considerada inadequada, dificultando a compreensão das restrições.
Impacto da reforma
A Marquise foi reaberta após uma reforma que custou R$ 87 milhões. A Construcap, responsável pela execução das obras, trabalhou em conjunto com a Urbia para revitalizar o espaço. Embora a ideia inicial fosse proibir completamente o uso de skate e patins, essa decisão foi revista. Contudo, a concessionária já identificou riscos de degradação devido ao uso inadequado do local.
Solicitações à Prefeitura
Desde a reabertura, a Urbia tem solicitado repetidamente o apoio da GCM para coibir comportamentos que considera inadequados. Em um dos ofícios, a concessionária relatou que seus vigilantes enfrentaram ofensas ao tentarem orientar os usuários. A falta de policiamento constante é apontada como uma das razões para o descumprimento das normas.
Conflitos entre usuários e administração
Os frequentadores têm uma visão crítica sobre a fiscalização. Há uma percepção de que a tentativa de controle pode gerar mais tensão entre os usuários e a administração do parque. Muitos acreditam que a natureza livre do espaço deve ser mantida, e que a imposição de regras rigorosas pode não ser a solução ideal.
Alternativas e propostas
A Urbia também rejeitou um pedido da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer para a instalação de uma pista de obstáculos temporária, argumentando que isso poderia incentivar o mau uso do espaço. A concessionária sugere que a criação de um Skate Park poderia ser uma alternativa mais viável.
Observações e segurança
Imagens anexadas aos ofícios mostram práticas inadequadas, como skatistas realizando manobras em locais não permitidos e pichações no piso. A Urbia afirma que a fiscalização é uma responsabilidade da GCM, e que a vigilância patrimonial não tem sido suficiente para conter as infrações.
Os frequentadores da Marquise do Ibirapuera veem o espaço como um importante ponto de encontro da cultura do skate e do patins. A interação entre usuários e a administração do parque continua a ser um tema delicado, com a necessidade de um equilíbrio entre a preservação do espaço e a liberdade de uso.
A Marquise do Ibirapuera, portanto, se apresenta como um microcosmo das tensões entre regulamentação e liberdade de uso, refletindo a complexidade das interações sociais em um espaço público tão significativo.



