Mãe procura filha desaparecida e vive um pesadelo desde 2009. Edlamar Rosária da Silva Oliveira, de 60 anos, não encontra paz desde que sua filha, Mayra da Silva Paula, desapareceu em Goiânia. A jovem, que estava grávida, deixou uma carta revelando sua situação antes de sumir. O caso permanece sem solução, e a angústia da mãe é palpável.
Mayra, então com 20 anos, foi vista pela última vez em julho de 2009. A última pessoa a ter contato com ela foi uma vizinha, que notou a presença do carro de um rapaz com quem Mayra se relacionava. Desde então, o paradeiro da estudante de enfermagem se tornou um mistério. A mãe, em desespero, afirma que precisa de respostas, seja encontrando a filha viva ou morta.
Mãe procura filha desaparecida e busca justiça
Edlamar, moradora de Nova Glória, Goiás, expressa sua dor e necessidade de um desfecho. “Preciso achá-la viva ou morta, do jeito que for. Tem que ter um término”, desabafa. A investigação do desaparecimento foi arquivada tanto pela Polícia Civil de Goiás quanto pela Polícia Federal, alegando falta de provas. O advogado da família, Breyder Ferreira da Silva, informou que o caso foi encerrado pelo Ministério Público, que não viu mais possibilidades de investigação.
A família tentou reabrir o caso, mas o pedido foi negado. Breyder menciona que, durante a investigação, várias lacunas ficaram sem resposta, especialmente quando o caso foi transferido para a Justiça Federal. Edlamar acredita que as constantes trocas de delegados comprometeram a apuração. O desaparecimento foi registrado inicialmente em Ceres, mas depois transferido para Goiânia, onde o caso ficou sob a responsabilidade do delegado Jorge Moreira da Silva.
O Desaparecimento de Mayra
No dia em que desapareceu, Mayra deveria ter viajado para passar as férias com a família, como era seu costume. No entanto, ela não apareceu. Edlamar recorda o desespero ao perceber que a filha não chegaria. A última vez que viu Mayra foi no Dia das Mães, e não tinha ideia de que a jovem estava grávida. A vizinha Kênia, que morava ao lado, foi a última a vê-la e notou o carro do namorado da jovem em frente ao prédio.
O relacionamento de Mayra com Tiago Luis Tavares de Sousa, um soldado da Polícia Militar, era marcado por idas e vindas. Edlamar, ao descobrir a gravidez por meio de Kênia, ficou chocada. A jovem deixou uma carta para a mãe, na qual expressou sua dificuldade em lidar com a situação e a necessidade de se afastar. A carta, datada de um mês antes do desaparecimento, foi uma das poucas pistas deixadas por Mayra.
A Carta de Despedida
Na carta, Mayra revelou estar grávida de seis meses e pediu perdão à mãe, dizendo que não teve coragem de enfrentar a situação. A data da carta gerou confusão, pois estava escrita um mês antes do desaparecimento. Tiago, em depoimento, afirmou que teve acesso à carta, mas não se lembrava do conteúdo. A Polícia Militar de Goiás, à época, fez os procedimentos necessários, mas o caso foi arquivado devido à falta de evidências.
Contradições e Dificuldades na Investigação
Após o desaparecimento, Tiago foi questionado por Edlamar. Inicialmente, ele negou qualquer envolvimento, mas depois admitiu que Mayra estava grávida e que havia um plano de contar à mãe dela. Essa mudança de versão levantou mais dúvidas sobre o que realmente aconteceu. A mãe de Tiago também parecia não estar ciente da gravidez, o que complicou ainda mais a situação.
O nome de Mayra foi incluído na Difusão Amarela da Interpol, uma lista de pessoas desaparecidas, em caso de que ela tivesse deixado o país. A documentação foi encaminhada na época, mas até hoje não há provas concretas de que ela tenha saído do Brasil. A Polícia Civil de Goiás, responsável pela investigação, determinou o arquivamento por falta de provas que sustentassem a continuidade do caso.
O Impacto Social do Desaparecimento
O desaparecimento de Mayra não é apenas uma tragédia pessoal, mas também um reflexo de um problema social maior. Casos de desaparecimento, especialmente envolvendo jovens, geram uma onda de preocupação nas comunidades. A luta de Edlamar por respostas é um exemplo da dor enfrentada por muitas famílias que vivem situações semelhantes. A falta de respostas pode levar a um ciclo de desespero e incerteza que afeta não apenas a família, mas toda a sociedade.
Qualquer pessoa que tiver informações sobre o paradeiro de Mayra pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo número 197. A busca por respostas continua, e a esperança de Edlamar é que um dia ela possa encontrar sua filha, seja qual for o desfecho.



