Esquema de carvão ilegal em MG está sendo alvo de uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. A operação, que visa desmantelar uma rede de extração e comercialização de carvão vegetal proveniente de áreas de mata nativa, já resultou no bloqueio de ativos financeiros que ultrapassam R$ 55 milhões.
A ação também levou à apreensão de mais de R$ 30 mil em dinheiro vivo, além da suspensão das atividades das empresas envolvidas. A delegada Bianca Landau, que lidera o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), informou que as apurações tiveram início após a identificação de uma siderúrgica que estava operando de maneira irregular.
Esquema de carvão ilegal em MG e suas implicações
As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava diversas estratégias para ocultar a origem ilícita do carvão. Segundo a polícia, as empresas envolvidas misturavam carvão legal com carvão extraído de forma ilegal, utilizando documentos de controle de produtos legais para dar uma aparência de conformidade e dificultar a fiscalização.
Empresas de fachada e laranjas
Outro aspecto alarmante do esquema é o uso de empresas de fachada, registradas em nome de terceiros, conhecidas como laranjas. Essas empresas, que eram controladas pelos suspeitos, possuíam várias filiais, facilitando a emissão de documentos e a movimentação do carvão. Durante a operação, também foram confiscados diversos equipamentos eletrônicos que podem ser utilizados como provas.
Apreensões significativas
Na cidade de Taiobeiras, a polícia encontrou R$ 27.650 em espécie, enquanto em Brasília, um dos alvos estava na posse de R$ 5.600, incluindo moedas estrangeiras, como ienes e dólares. As investigações indicam que os envolvidos podem estar cometendo crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e infrações ambientais.
Impacto ambiental do esquema
A delegada Landau destacou que algumas empresas investigadas apresentavam movimentações financeiras muito acima do que era declarado. Um exemplo notável é de uma empresa que reportou um lucro 11 vezes maior em um período de três meses do que o valor que declarou anualmente. Além disso, um auto de fiscalização revelou que cerca de 9 mil metros cúbicos de carvão ilegal foram produzidos, o que representa um impacto ambiental significativo.
Cidades afetadas pela operação
A operação ocorreu em diversas cidades de Minas Gerais, incluindo Várzea da Palma, Taiobeiras, Três Marias, Elói Mendes, Coração de Jesus, Indaiabira, Francisco Sá, Belo Horizonte, Águas Vermelhas, Santo Antônio do Retiro, Ubaí e Rio Pardo de Minas. Além disso, a investigação se estendeu até Aracaju, em Sergipe, e Brasília, no Distrito Federal.
Continuidade das investigações
As apurações continuam em andamento, com o objetivo de identificar outros participantes do esquema e aprofundar a investigação sobre as práticas ilegais relacionadas à extração e comercialização de carvão. A Polícia Civil de Minas Gerais está comprometida em combater atividades que prejudicam o meio ambiente e a economia local.
O esquema de carvão ilegal em MG destaca a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de ações efetivas para proteger os recursos naturais do estado. A operação não apenas visa desmantelar redes criminosas, mas também conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental.
Para mais informações sobre o impacto ambiental e as ações da Polícia Civil, você pode acessar o site oficial da Polícia Civil. Para acompanhar mais notícias relacionadas, visite Em Foco Hoje.



