A investigação sobre o Cão Orelha, que gerou grande repercussão, teve um desdobramento importante. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) decidiu suspender a apuração criminal que envolvia o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. Essa decisão foi proferida em uma liminar na quarta-feira, dia 18.
A suspensão das investigações penais ocorre em um contexto onde o ex-delegado é acusado de irregularidades relacionadas ao caso do cão comunitário Orelha, que faleceu após sofrer agressões em Florianópolis. A defesa de Ulisses Gabriel, representada pelo escritório Mathaus Agacci Advogados, afirmou que respeita as decisões judiciais e se compromete a proteger os direitos constitucionais do seu cliente.
Cão Orelha investigação e seus desdobramentos
A decisão liminar foi tomada pela desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta. A magistrada fundamentou que a legislação estadual considera o cargo de delegado-geral equivalente ao de secretário de Estado. Portanto, para que investigações criminais possam ser realizadas contra essa função, é necessária a autorização do TJ-SC. Como essa autorização não foi obtida, as apurações penais foram suspensas.
Apesar da suspensão das investigações criminais, as apurações cíveis e administrativas continuam a ocorrer normalmente. A defesa do ex-delegado argumentou que a 40ª Promotoria de Justiça da Capital havia ultrapassado sua competência ao iniciar procedimentos que, embora classificados como cíveis, continham elementos de natureza criminal.
Contexto do Caso do Cão Orelha
O Cão Orelha, um animal comunitário muito querido na Praia Brava, foi agredido no dia 4 de janeiro e faleceu no dia seguinte, após ser resgatado por moradores locais. Orelha recebia cuidados de diversos cidadãos da região. A morte do cão causou grande comoção e mobilizou a comunidade.
Laudos da Polícia Científica indicaram que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou um objeto rígido. O caso gerou uma investigação extensa, que incluiu a coleta de depoimentos de 24 testemunhas, a análise de mais de mil horas de gravações de câmeras de segurança e a investigação de oito adolescentes suspeitos.
O que está sendo apurado sobre Ulisses Gabriel?
No dia 13 de março, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou um inquérito para investigar a conduta do ex-delegado-geral. A promotoria alegou que as várias representações contra Ulisses Gabriel levaram à abertura de um procedimento preparatório em fevereiro, que evoluiu para um inquérito civil.
O objetivo da investigação é determinar se Ulisses Gabriel cometeu atos como abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa. A legislação pertinente também será analisada, considerando as implicações da utilização da publicidade oficial para promoção pessoal.
Repercussões e próximos passos
Com a suspensão da investigação criminal, a expectativa é que as apurações cíveis e administrativas avancem sem interrupções. A defesa de Ulisses Gabriel continua a afirmar seu compromisso com a transparência e a legalidade dos procedimentos. A situação do Cão Orelha permanece um tema sensível e relevante para a comunidade local.
Para mais informações sobre o caso e outros assuntos relacionados, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para entender melhor as implicações legais e sociais, consulte a página do Ministério da Justiça.



