Os pedidos de remoção de entulho na cidade do Rio de Janeiro têm apresentado um crescimento alarmante. Somente nos primeiros meses do ano, foram registrados mais de 39 mil chamados para a retirada de lixo e entulho das vias públicas. Esse aumento se reflete diretamente na qualidade do serviço de limpeza urbana da cidade.
Entre janeiro e março, o sistema 1746 contabilizou 39.154 solicitações, o que resulta em uma média de 501 pedidos por dia. Esse número é superior ao total de solicitações do ano anterior, que foi de 155 mil, ou 424 por dia. A Zona Norte é a área mais afetada, com 11.349 pedidos, seguida pela Zona Oeste, que registrou 6.024 solicitações.
Pedindo ajuda para a remoção de entulho
As ruas de diversos bairros têm se transformado em verdadeiros depósitos de lixo. Em Ramos, por exemplo, a rua Leopoldina Rego apresenta um acúmulo de entulho que inclui restos de obras, móveis, colchões e até vasos sanitários. A situação se agrava à medida que os moradores relatam um aumento no descarte irregular de resíduos.
César da Silva, um taxista da região, menciona que as obras em andamento têm contribuído para o problema: “Quando começaram as obras em Ramos, isso aqui virou um depósito de tudo que sobrava. Moradores de várias partes vêm jogar aqui.” A cabeleireira Neuza de Oliveira também expressa sua preocupação, afirmando que a situação se tornou insustentável, dificultando até mesmo a passagem pelos locais afetados.
Impactos na Zona Oeste
A Zona Oeste também enfrenta desafios semelhantes. Em Campo Grande, um terreno na esquina da Estrada da Posse com a rua Sampaio Lacerda se tornou um ponto crítico de descarte, acumulando entulho e móveis, o que resulta em água parada e possíveis problemas de saúde pública. Em Vargem Grande, o lixo se espalha ao longo da Estrada dos Bandeirantes, enquanto no Recreio, a Avenida Salvador Allende está repleta de resíduos.
Os moradores da Zona Oeste, como a cabeleireira Tânia Maria Pereira, destacam a falta de consciência de alguns indivíduos em relação ao descarte de lixo: “As pessoas são muito mal educadas. Elas vão colocando entulho sem pensar nas consequências.” O aumento do lixo traz não apenas problemas estéticos, mas também questões de saúde, como a presença de insetos e roedores.
Consequências para a saúde pública
Os moradores que vivem próximos a esses pontos de descarte irregular estão cada vez mais preocupados. Além da degradação visual, a presença de mau cheiro e a proliferação de insetos e roedores se tornaram uma realidade. César relata: “É um cheiro horrível… cheio de rato, de bicho. É complicado.” Valéria Cardoso, vendedora da região, confirma que a situação é alarmante: “Dentro de casa, está cheio de ratos, e não são pequenos.”
Tânia expressa seu constrangimento com a situação: “A gente sente até vergonha. Não é legal.” A população que vive em áreas afetadas clama por soluções efetivas para o problema do descarte irregular de entulho.
Ações da Comlurb
A Comlurb, responsável pela limpeza urbana, informou que está intensificando suas ações para combater o descarte irregular. Isso inclui a criação de ecopontos em locais estratégicos e a instalação de contêineres de alta capacidade. Além disso, a fiscalização e a aplicação de multas para quem descarta lixo em locais inadequados foram reforçadas.
A companhia enfatiza que a população deve utilizar o serviço gratuito de remoção de entulho, que pode ser solicitado pelo telefone 1746. É fundamental que todos colaborem para melhorar a situação e manter a cidade limpa.
O aumento dos pedidos de remoção de entulho reflete uma necessidade urgente de conscientização e ação conjunta entre a população e as autoridades. A luta contra o descarte irregular é um desafio que requer a participação de todos.
Para mais informações sobre como contribuir para a limpeza urbana, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode consultar dados sobre gestão de resíduos no site da governo federal.



