Rio Branco é a cidade com menor investimento em saneamento no Brasil

Rio Branco é a cidade que menos investe em saneamento no Brasil, com apenas R$ 8,99 por habitante, segundo estudo recente.

A situação do Rio Branco saneamento é preocupante, pois a cidade se destaca negativamente por ser a que menos investe em saneamento básico no Brasil. Recentemente, dados do Instituto Trata Brasil revelaram que a capital do Acre destinou apenas R$ 8,99 por habitante para essa área crucial. Esse valor é alarmantemente inferior ao que é considerado ideal, que deveria ser 25 vezes maior, ou seja, cerca de R$ 231,09 por pessoa, conforme estipulado pelo Plano Nacional de Saneamento (PLANSAB).

Com essa realidade, Rio Branco ocupa a 98ª posição no Ranking do Saneamento 2026, sendo superada apenas por Porto Velho (RO) e Santarém (PA). Essa queda em relação ao estudo anterior demonstra um agravamento nas condições de saneamento da cidade, que agora se encontra entre as 20 piores ranqueadas do país.

Investimento em Saneamento em Rio Branco

O investimento em saneamento básico é essencial para garantir a saúde e o bem-estar da população. No caso de Rio Branco, a média de R$ 8,99 por habitante é um reflexo de uma gestão que não prioriza essa área. Até 2017, a cidade não aparecia nos rankings, mas a partir de 2018, com a ampliação da análise para 20 cidades, os dados começaram a mostrar a realidade crítica do saneamento na capital acreana.

Desafios e Responsabilidades no Saneamento

Em maio de 2021, um marco importante ocorreu quando o prefeito Tião Bocalom e o governador Gladson Camelí assinaram um termo de reversão do Sistema de Saneamento Básico para a prefeitura. Essa mudança devolveu à municipalidade a responsabilidade sobre o saneamento e a distribuição de água, um serviço que havia sido delegado ao estado por meio do Departamento de Água e Saneamento do Acre (Depasa).

O prefeito, na ocasião, destacou a importância de garantir o abastecimento para a população, especialmente para os mais vulneráveis. A municipalização do serviço foi uma das promessas de campanha de Bocalom, mas a realidade ainda mostra que a cidade enfrenta sérios desafios na implementação de melhorias.

Acesso à Água Potável e Coleta de Esgoto

O acesso à água potável em Rio Branco também é alarmante. O relatório indica que apenas 46,74% da população conta com esse serviço, que é gerido pelo Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb). A situação se agrava ainda mais quando se observa que a cidade ocupa a 97ª posição em termos de porcentagem de população com acesso à água tratada.

Além disso, a coleta de esgoto é igualmente preocupante, com apenas 25,07% da população atendida. Isso coloca Rio Branco na 92ª posição entre as 100 cidades mais populosas do Brasil. A falta de investimentos adequados compromete a saúde pública e gera riscos ambientais significativos.

Impactos da Baixa Cobertura de Saneamento

A baixa cobertura de saneamento em Rio Branco não afeta apenas a saúde da população, mas também a qualidade de vida. A cidade é uma das que mais sofre perdas na distribuição de água, com uma taxa de 53,35% de volume perdido. Essa situação é um reflexo de uma infraestrutura deficiente e da falta de manutenção adequada.

  • Menor investimento em saneamento por habitante
  • Baixa cobertura de esgoto e água potável
  • Riscos sanitários e ambientais elevados

O Saerb, por meio de nota, reconheceu que a operação e manutenção dos sistemas de esgotamento sanitário enfrentam desafios devido a obras não concluídas ou não repassadas à autarquia. Essa situação tem um impacto direto na eficiência do sistema e na saúde da população.

Urgência de Ações para Melhorar o Saneamento

O Marco Legal do Saneamento estabelece metas ambiciosas, como garantir água para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2033. No entanto, apenas 50% das cidades bem colocadas no ranking atual atendem a essas metas, o que evidencia a necessidade urgente de ações efetivas para melhorar o saneamento básico em todo o Brasil.

Rio Branco, portanto, precisa de um plano robusto e investimentos significativos para reverter essa situação. A responsabilidade pela saúde pública e pela qualidade de vida da população não pode ser negligenciada. Para mais informações sobre o tema, acesse este link.

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Em Foco Hoje Redação
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