A meningite e mortalidade são questões críticas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Neste ano, mais de 250 mil vidas foram perdidas devido a essa doença. Além disso, cerca de 2,5 milhões de indivíduos contraíram meningite, segundo dados recentes. Esses números alarmantes indicam que o combate à meningite ainda enfrenta grandes desafios.
Meningite e mortalidade em 2023
O levantamento mais abrangente sobre meningite foi publicado na revista científica “The Lancet Neurology”. Os dados mostram que, apesar de uma redução de 63,5% nas taxas de mortalidade desde 1990, o número de mortes ainda supera as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2021, a OMS definiu objetivos claros para erradicar epidemias de meningite bacteriana e reduzir casos e mortes em 50% e 70%, respectivamente.
Desaceleração do progresso no combate à meningite
Desde 2015, a redução na mortalidade por meningite tem mostrado uma desaceleração significativa. A diminuição foi de apenas 25,4% nesse período, enquanto a OMS esperava uma queda anual de cerca de 8% nas mortes. As taxas de redução observadas foram de 4,1% nas mortes e 2,2% na incidência da doença. O relatório destaca que campanhas de vacinação bem-sucedidas nos anos 2000 e 2010 foram essenciais para esse progresso.
Desafios enfrentados na luta contra a meningite
Apesar dos avanços, o aumento de casos provocados por cepas não cobertas pelas vacinas e a resistência aos antibióticos dificultam o combate à meningite. Renato Kfouri, infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que oscilações nos casos são normais, mas novas variantes podem complicar ainda mais a situação.
Taxa de mortalidade entre crianças menores de 5 anos
As crianças com menos de 5 anos são as mais afetadas pela meningite. Em 2023, 86.600 mortes foram registradas nessa faixa etária, representando mais de um terço do total de óbitos por meningite. Fatores como baixo peso ao nascer, parto prematuro e poluição do ar contribuem para a alta mortalidade nesse grupo.
Impacto em países de baixa renda
A alta de casos de meningite é especialmente preocupante em países de baixa renda, como os da região da África Subsaariana. Nesses locais, os surtos são mais frequentes, principalmente durante a estação seca. Países como Nigéria, Chade e Níger enfrentam as maiores taxas de mortalidade e infecção. O cinturão africano da meningite é uma área crítica que se estende do Senegal à Etiópia, onde a doença é uma preocupação constante.
Estratégias para combater a meningite
Ainda que as campanhas de vacinação tenham trazido reduções significativas, é essencial ampliar a imunização e melhorar o acesso aos cuidados de saúde. A OMS e especialistas sugerem que investimentos em cobertura vacinal, desenvolvimento de novas vacinas e uso racional de antibióticos são fundamentais para prevenir incapacidades e mortes.
O que é meningite e como se prevenir?
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o sistema nervoso central. Pode ser causada por microrganismos, alergias a medicamentos, câncer e outros fatores. A transmissão ocorre através do contato com saliva de pessoas infectadas. A vacinação é a principal forma de prevenção. No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece vacinas como a meningocócica e a pneumocócica.
É crucial que a sociedade esteja ciente dos riscos e da importância da vacinação. Para mais informações sobre saúde pública, acesse Em Foco Hoje. Para entender melhor sobre a meningite, consulte a OMS.



