Letícia Oliveira Alves, uma goiana de 36 anos, foi encontrada morta em uma floresta no Canadá. O corpo dela será velado na manhã deste domingo, no cemitério Parque Memorial, em Goiânia. O enterro está agendado para as 14h. A data da morte foi confirmada como 15 de janeiro, e a causa foi hipotermia, conforme a certidão de óbito emitida em Québec.
Natural de Goiânia, Letícia estava desaparecida desde 2023. Seu corpo foi descoberto em abril de 2024 por caçadores em Coaticook, uma área florestal em Quebec. A ONG Unidentified Human Remains Canada foi uma das entidades que ajudaram na identificação do corpo.
Letícia Oliveira Alves e sua trajetória
Honória Dietz de Oliveira, prima de Letícia, revelou que a família foi informada sobre a descoberta do corpo há cerca de um mês. Ela relatou que o corpo foi preservado e que as autoridades conseguiram confirmar a identidade de Letícia apenas recentemente. “Minha prima ficou desaparecida por mais de dois anos. A última vez que tivemos notícias dela foi em dezembro de 2023, quando estava em Boston, EUA. A Interpol iniciou as buscas logo após”, contou.
A identificação do corpo foi considerada um milagre pela família, dada a dificuldade do local onde foi encontrado. Todos os custos do translado do corpo para o Brasil foram cobertos pela família. “Apesar da tristeza, sentimos um alívio por encerrar esse período doloroso de buscas. Somos gratos a Deus e às autoridades envolvidas”, comentou Honória.
Impacto na família e na comunidade
Letícia deixou uma filha de 12 anos. O pai dela, Jeremias Oliveira, faleceu no ano passado sem saber o paradeiro da filha. A dor da perda e o impacto emocional na família são profundos, mas a confirmação da morte trouxe um fechamento para um capítulo angustiante.
Formação e carreira de Letícia
Letícia era uma mulher altamente educada, formada em Química pela Universidade Federal de Goiás e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Sua pesquisa estava focada no desenvolvimento de um combustível especial para aeronaves, visando evitar explosões em caso de queda. Segundo sua prima, Letícia também estava cursando doutorado no ITA.
Fabrício Alves de Oliveira, irmão de Letícia, destacou que ela era uma pessoa dedicada aos estudos e ao trabalho voluntário. Ele mencionou que, em um determinado momento, Letícia interrompeu seu doutorado para se dedicar a atividades na igreja. “Ela sempre foi muito aplicada e envolvida em atividades esportivas e sociais”, afirmou Fabrício.
Desaparecimento e busca por Letícia
Letícia estava nos Estados Unidos quando desapareceu. A última comunicação que a família teve com ela foi através das redes sociais em 2023. Em dezembro daquele ano, a comunicação cessou, levando a família a buscar ajuda das autoridades. A amostra de DNA necessária para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA durante um período em que Letícia esteve detida.
A busca por Letícia mobilizou não apenas a família, mas também diversas organizações. O caso gerou comoção e trouxe à tona a importância de se manter a segurança e a proteção de pessoas em situações vulneráveis. Para mais informações sobre casos de desaparecimento, você pode acessar Missing Kids.
O velório de Letícia Oliveira Alves representa não apenas uma despedida, mas também um momento de reflexão sobre a vida e os desafios enfrentados por aqueles que desaparecem. A comunidade se une em solidariedade à família, lembrando da importância de cuidar uns dos outros e de nunca perder a esperança.
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