A movimentação de deputados federais do Ceará tem chamado a atenção, especialmente com a saída de membros do PDT e a adesão ao PSB. Este fenômeno reflete uma mudança significativa no cenário político local, que já vinha se desenhando desde o rompimento entre Ciro e Cid Gomes nas eleições de 2022.
Deputados federais Ceará em transição
No último fim de semana, os deputados Idilvan Alencar e Robério Monteiro formalizaram sua filiação ao PSB. Ambos os eventos foram celebrados pelo senador Cid Gomes, que tem sido uma figura central nesse processo de mudança. O suplente Leônidas Cristino também anunciou sua saída do PDT, enquanto o deputado Eduardo Bismarck já sinalizou sua intenção de deixar a legenda, embora ainda não tenha revelado seu novo destino.
Esse movimento ocorre durante a janela partidária, um período em que os parlamentares podem trocar de partido sem o risco de perder seus mandatos. Até o momento, mais de cinco deputados federais e onze estaduais do Ceará já mudaram de sigla, e esse número pode aumentar até o fechamento da janela, previsto para o dia 3 de abril.
Impacto da debandada do PDT no Ceará
A debandada do PDT no Ceará é notável, especialmente considerando que o partido era um dos bastiões da legenda no Brasil. Desde o rompimento entre os irmãos Gomes, a presença do PDT na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Ceará tem diminuído drasticamente. O partido, que já contou com cinco deputados federais, pode ver sua representação reduzida a apenas um, André Figueiredo, que ainda não anunciou sua saída.
Na Assembleia Legislativa, dos doze deputados eleitos pelo PDT, apenas quatro permanecem na sigla, e todos já indicaram que também pretendem sair. Em contrapartida, o PSB, que não tinha representação estadual em 2022, agora se tornou a maior bancada da Assembleia, com doze deputados, muitos dos quais eram aliados de Cid Gomes.
Contexto histórico da mudança
A crise no PDT começou em 2023, após a ruptura entre Ciro e Cid Gomes. Essa briga pública teve início durante as eleições de 2022, quando a escolha do candidato ao governo do Ceará se tornou um ponto de discórdia. Cid Gomes, que havia apoiado Camilo Santana na governança, viu sua posição ser desafiada por seu irmão, resultando em uma divisão que afetou a estrutura do partido.
Com a saída de Camilo Santana do governo para concorrer ao Senado, sua vice, Izolda Cela, assumiu o cargo. A escolha de Izolda como candidata à reeleição foi apoiada por Cid, enquanto Ciro preferiu que o PDT indicasse Roberto Cláudio. A decisão de Ciro prevaleceu, levando Cid a se afastar da campanha.
Ascensão do PSB no cenário político
Entre 2022 e 2025, muitos deputados estaduais que eram aliados de Cid Gomes deixaram o PDT e se uniram ao PSB. O partido, que anteriormente não tinha nenhum deputado estadual, agora possui a maior bancada da Assembleia Legislativa. Essa transformação culminou nas eleições de 2024, quando o PSB conquistou 65 prefeituras, superando o PDT, que viu sua representação reduzida a apenas cinco municípios, incluindo a perda da Prefeitura de Fortaleza.
Com a filiação recente de Idilvan Alencar e Robério Monteiro, o PSB já conta com três deputados federais, e Cid Gomes expressou sua intenção de aumentar esse número para pelo menos cinco nas próximas eleições. O cenário político no Ceará está em constante evolução, com a expectativa de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias.
Perspectivas futuras para os partidos
À medida que a janela partidária se aproxima do fim, a expectativa é de que mais mudanças ocorram. Ciro Gomes, que se afastou publicamente de Cid, está sendo considerado um candidato viável ao governo pelo PSDB, reunindo apoio de diversas lideranças de oposição. Enquanto isso, Cid Gomes busca consolidar a força do PSB no estado, visando um futuro político promissor.
Para mais informações sobre o cenário político no Ceará, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre as dinâmicas partidárias, consulte a Wikipedia.



