O golpe na herança do fundador do grupo Unip/Objetivo, João Carlos Di Genio, é um caso que chamou a atenção das autoridades. O esquema criminoso visava desviar quase R$ 900 milhões, utilizando métodos sofisticados e fraudulentos. A investigação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, revelou uma trama complexa que envolvia a criação de dívidas imobiliárias fictícias.
Golpe Herança Unip: A Investigação
A operação, realizada em uma manhã de terça-feira, resultou na investigação de nove indivíduos. Eles são acusados de crimes como estelionato, falsificação de documentos e organização criminosa. A trama começou a se desenrolar após a morte de Di Genio, que faleceu em fevereiro de 2022, deixando um patrimônio bilionário a ser dividido entre os herdeiros.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) identificou que o grupo criminoso elaborou um esquema que incluía a criação de empresas de fachada. Uma delas, a Colonizadora Planalto Paulista Ltda., foi utilizada para simular a venda de 448 imóveis em Piraju, interior de São Paulo. A empresa realizava cobranças baseadas em documentos falsificados, dando suporte ao golpe.
Estratégias Fraudulentas Utilizadas
O golpe na herança do fundador do grupo Unip/Objetivo envolveu a manipulação de procedimentos arbitrais. A Câmara Arbitral Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda. (Fonamsp) foi criada como um simulacro de tribunal. Esse espaço era utilizado para emitir títulos executivos judiciais sem a supervisão da Justiça comum.
Os criminosos forjaram documentos, incluindo contratos de compra e venda de imóveis, e falsificaram assinaturas de Di Genio e de seu procurador. Isso resultou na criação de uma dívida de R$ 635 milhões, que posteriormente foi atualizada para R$ 845 milhões. O grupo tentou cobrar essa quantia do espólio após a morte do empresário.
Tentativas de Cobrança e Consequências
Após o falecimento de Di Genio, os envolvidos no esquema tentaram cobrar a dívida. Em agosto de 2024, notificaram o espólio exigindo o pagamento. No entanto, o procurador, cuja assinatura havia sido falsificada, negou qualquer conhecimento sobre o negócio. Essa negativa foi crucial para que as autoridades descobrissem a tentativa de golpe.
Os criminosos tentaram habilitar o crédito diretamente no processo de inventário, mas a Justiça reverteu a decisão devido a indícios claros de fraude. A criação da Câmara Arbitral Fonamsp para emitir um título executivo judicial sem a devida supervisão foi mais uma tentativa do grupo para legitimar suas ações fraudulentas.
Histórico dos Envolvidos no Golpe
Os principais suspeitos possuem um extenso histórico de práticas ilegais, especialmente relacionadas à falsificação de documentos. Luiz Teixeira da Silva Junior, um dos líderes do grupo, já havia sido investigado anteriormente por falsificação de um laudo médico. Essa prática demonstra um padrão de comportamento voltado para a fraude e a manipulação de documentos.
Os promotores afirmam que a organização criminosa tinha como principal objetivo obter vantagens indevidas e criar situações jurídicas favoráveis aos seus interesses. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi preso, e as investigações continuam em andamento.
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