A reforma de um apartamento em Nova York por um arquiteto brasileiro destaca a importância da convivência e da cultura. O espaço, que possui 400 m², está localizado no histórico edifício Lispenard Street, em Tribeca, construído em 1895, e serviu como lar para Dudu Logemann e seus amigos durante seis anos.
Durante este tempo, o apartamento tornou-se um ponto de encontro para artistas e profissionais da cena cultural nova-iorquina. Dudu, natural do Rio Grande do Sul, desenvolveu sua visão de arquitetura, que valoriza a convivência, ao longo de sua estadia no imóvel. A reforma foi um processo gradual, que refletiu suas memórias e experiências pessoais.
Arquiteto brasileiro reforma apartamento em Nova York
Dudu Logemann se mudou para Nova York aos 17 anos para estudar Física, Filosofia e Arquitetura. Em 2018, alugou o apartamento em Tribeca, onde começou a moldar sua identidade como arquiteto. O espaço foi projetado para ser um ambiente acolhedor e funcional, onde ele e seus cinco amigos pudessem compartilhar experiências.
A sala de estar é um exemplo perfeito dessa filosofia. Um sofá amarelo, revestido com linho, foi escolhido por Dudu em um showroom. Ao chegar em casa, ele percebeu que a cor combinava com uma obra de arte presenteada pela mãe de um amigo. Essa conexão entre o mobiliário e as memórias é um aspecto central do projeto.
Ambiente de convivência e troca cultural
A residência não era apenas um lugar para viver, mas um espaço de troca e escuta. Dudu acredita que a generosidade se manifesta na arquitetura e no design, algo que foi se desenvolvendo ao longo do tempo. Ele não entrou no apartamento com a intenção de se tornar arquiteto, mas a experiência o levou a essa direção.
Em 2024, ele fundou o Ministry of Design, um estúdio de arquitetura e interiores que opera em Tribeca e em breve expandirá suas atividades para o Brasil. A reforma do apartamento é um reflexo de sua trajetória e de como a convivência com amigos moldou sua visão sobre o lar.
Detalhes da reforma e decoração
A atmosfera do apartamento é uma mistura de conforto e design. O hall de entrada, com paredes de madeira walnut, cria um contraste com a área de estar, que é iluminada por grandes janelas que oferecem vistas das fachadas históricas de Tribeca. Dudu escolheu cuidadosamente cada peça de mobiliário, buscando itens em liquidações e garimpos.
- Sofá amarelo revestido de linho
- Mesas e cadeiras de design moderno
- Obras de arte que contam histórias
A sala de jantar apresenta uma mesa Doge, de Carlo Scarpa, e cadeiras Cesca, de Marcel Breuer, que se destacam pela sua estrutura inovadora. As paredes são adornadas com litógrafos de artistas renomados, adquiridos em leilões online, o que adiciona um toque pessoal e curatorial ao ambiente.
Espaços que contam histórias
Cada canto do apartamento possui uma narrativa. O sofá amarelo, por exemplo, foi escolhido por sua cor vibrante, que se alinha a uma obra de arte de Pedro Muiño. Dudu também compartilha a história de um banco adquirido durante uma festa beneficente, que se tornou uma peça central na sala.
Na cozinha, a ilha de madeira organiza o espaço, permitindo que os moradores interajam enquanto cozinham. O piso original foi tratado para refletir a luz natural, criando um ambiente acolhedor. O hall, que funciona como uma galeria informal, exibe fotografias e pôsteres que Dudu coletou ao longo dos anos.
Conclusão sobre a reforma do apartamento
O banheiro, decorado com obras de arte e livros, reflete a natureza social do espaço. Dudu projetou o apartamento para que fosse um lugar de convivência, onde cada elemento tem um propósito e uma história. A reforma do apartamento em Nova York é mais do que uma simples atualização estética; é uma celebração da vida em comunidade.
Para mais informações sobre arquitetura e design, você pode visitar Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre a história da arquitetura, acesse Architecture.org.



