A Avenida Liberdade iluminação tem sido um tema de preocupação após a recente inauguração da nova via expressa na Grande Belém. A pista, que conecta a Alça Viária à Avenida Perimetral, foi oficialmente aberta ao público em um evento realizado na manhã de uma sexta-feira. No entanto, motoristas e ciclistas logo perceberam que alguns trechos da via estavam sem iluminação, gerando reclamações e insegurança.
O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra), informou que a falta de luz em determinados pontos foi provocada pelo furto de fiação elétrica. Apesar do problema inicial, a administração estadual garantiu que a situação foi resolvida rapidamente.
Avenida Liberdade e seu impacto na mobilidade
A nova Avenida Liberdade possui uma extensão de 14 quilômetros e foi projetada para melhorar a mobilidade na Região Metropolitana de Belém. A expectativa é que essa via expressa ofereça uma alternativa eficiente de acesso à capital, beneficiando mais de dois milhões de pessoas.
Com um investimento de R$ 410 milhões, a obra tinha como objetivo facilitar o tráfego e reduzir o tempo de deslocamento, além de desafogar as vias já congestionadas da Grande Belém. A Alça Viária, que conecta a região metropolitana ao interior do Pará e ao Porto de Vila do Conde, é um dos principais acessos que se interligam à nova avenida.
Compromissos ambientais da obra
Além dos benefícios em termos de mobilidade, o projeto da Avenida Liberdade também incluiu medidas ambientais. Foram planejadas 34 passagens de fauna, sendo 22 aéreas e 12 subterrâneas, visando a preservação da biodiversidade local. Quatro viadutos e duas pontes foram construídos para aumentar a segurança e a capacidade de tráfego.
Entretanto, a construção da avenida não foi isenta de críticas. Moradores e ambientalistas levantaram preocupações sobre os impactos socioambientais da obra. Famílias ribeirinhas que dependem da pesca e do extrativismo expressaram suas frustrações com a destruição de seus meios de subsistência.
Críticas e preocupações da comunidade
A destruição de áreas florestais e a poluição dos rios foram pontos destacados por moradores locais. Ana Alice dos Santos, uma agroextrativista, compartilhou sua dor ao ver a derrubada de árvores que sustentavam sua família. Ivanildo da Silva, um pescador da região, relatou a diminuição da fauna aquática, afirmando que a qualidade da água foi comprometida.
A obra, que resultou na supressão de aproximadamente 72 hectares de floresta, atravessa uma unidade de conservação e afeta diretamente as comunidades tradicionais. A Defensoria Pública do Estado do Pará questionou judicialmente a falta de consulta às comunidades afetadas antes do início das obras.
Reações e desdobramentos
Em um contexto mais amplo, a construção da Avenida Liberdade gerou reações até mesmo fora do Brasil. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a obra em suas redes sociais, referindo-se à devastação da floresta amazônica. Em resposta, o governador do Pará, Helder Barbalho, enfatizou a importância de ações efetivas contra as mudanças climáticas.
Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) protocolou ações na Justiça Federal para suspender as obras em áreas ocupadas por ribeirinhos, buscando garantir a regularização fundiária. O MPF destacou a falta de consulta às comunidades e os danos causados, como o desmatamento e a destruição de moradias.
Posicionamento do governo sobre a obra
Frente às críticas, a Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) defendeu a legalidade da obra, afirmando que a Avenida Liberdade possui licença ambiental e que o processo de licenciamento foi rigoroso. A Semas também mencionou que o projeto foi discutido em audiências públicas, com a participação da população.
Além disso, a Seinfra informou que equipes técnicas foram enviadas para avaliar os impactos relatados, como os alagamentos que ocorreram após as intervenções. A situação continua a ser monitorada, e o governo se comprometeu a garantir a segurança e a funcionalidade da nova via.
Para mais informações sobre a infraestrutura na região, você pode acessar este link. Para entender melhor sobre as questões ambientais, consulte o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.



