As cheias no Acre têm causado sérios problemas em várias localidades, levando o governo estadual a declarar situação de emergência. A medida foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial do Estado, publicada neste domingo.
Cheias no Acre e municípios afetados
O decreto abrange as cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro. Esses municípios estão enfrentando níveis críticos nos rios, que estão em alerta ou já transbordaram, resultando em sérios riscos para a população local.
O coronel Carlos Batista, coordenador da Defesa Civil Estadual, destacou que a situação é resultado do intenso volume de chuvas das últimas semanas. Isso elevou os níveis dos rios, causando danos significativos às comunidades em áreas de risco. O decreto facilitará a atuação das defesas civis municipais e estaduais, além de permitir a solicitação de recursos do governo federal para auxiliar nas ações já em andamento.
Níveis de transbordamento dos rios
O decreto considera as cotas de transbordamento dos rios nos municípios afetados. As informações são as seguintes:
- Cruzeiro do Sul: 13m
- Mâncio Lima: 6,20m
- Feijó: 12,00m
- Tarauacá: 9,50m
- Rodrigues Alves: 6,20m
- Plácido de Castro: 12,60m
A situação atual é caracterizada por um aumento significativo dos níveis dos rios Purus, Tarauacá, Envira, Juruá, Iaco e Abunã. Isso gera custos elevados para a população vulnerável e despesas operacionais relacionadas às medidas de resposta.
Impacto nas comunidades locais
Em Cruzeiro do Sul, a cheia do Rio Juruá já afeta cerca de 28.350 pessoas. Na medição mais recente, o rio estava em 14,07 metros, ainda acima da cota de transbordamento. Ao todo, 7.087 famílias estão impactadas, com 624 delas já desalojadas, precisando buscar abrigo em casas de parentes ou em abrigos montados pela prefeitura.
Em Rodrigues Alves, o nível do Rio Juruá também está acima dos 14 metros, enquanto em Mâncio Lima, o Rio Môa registrou 6,24 metros, ultrapassando a cota de transbordamento. Em Tarauacá, o nível do rio atingiu 7,37 metros, com a cota de alerta fixada em 8,50 metros.
Cheias e comunidades indígenas
No município de Feijó, a situação é crítica, com o Rio Envira transbordando e afetando 80 comunidades indígenas. A cota de transbordamento foi ultrapassada, e a Defesa Civil está monitorando a situação de perto.
Rio Acre e sua situação
Na capital, Rio Branco, o Rio Acre continua acima da cota de atenção, registrando 11,38 metros. O nível do rio ultrapassou a cota de alerta e de transbordamento em várias ocasiões nos últimos dias, mas atualmente apresenta uma leve redução.
Apesar das preocupações, a Defesa Civil informou que não houve necessidade de desabrigar mais famílias, uma vez que o nível do rio está em recuo. Os abrigos que foram montados anteriormente já estão sendo desmobilizados.
As cheias no Acre são um tema de grande relevância, e a situação atual exige atenção e ação rápida das autoridades. Para mais informações sobre a situação, você pode acessar este link. Além disso, é importante acompanhar as atualizações das defesas civis locais e federais, como as disponíveis no site do governo.



