A situação da menina envenenada em Alto Horizonte, que resultou em sua morte, gerou grande comoção e questionamentos. O caso envolve a prisão do padrasto da criança, que nega qualquer culpa. A defesa de Ronaldo Alves de Oliveira, o padrasto, afirma que ele é inocente da morte de Weslenny Rosa Lima, de apenas 9 anos, e também da tentativa de homicídio contra o irmão dela, que sobreviveu.
A morte da menina ocorreu em 28 de março, um dia após um jantar em família, que, segundo as investigações, foi o momento em que ela foi envenenada. Weslenny foi levada ao hospital municipal, mas não resistiu. O irmão, que também apresentou sintomas, foi internado, mas teve alta uma semana depois.
Menina envenenada: O que já se sabe
No jantar, Weslenny, sua mãe Nábia Rosa Pimenta, o irmão e o padrasto compartilharam uma refeição que consistia em arroz, feijão e carne moída. Ronaldo foi o responsável pelo preparo da comida, enquanto Nábia serviu as crianças e a si mesma. O padrasto fez seu próprio prato.
Após o jantar, cerca de duas horas depois, Weslenny começou a se sentir mal. Sua mãe relatou que a menina se queixou de dores abdominais e estava com o corpo frio. A situação se agravou a ponto de Weslenny pedir para ser levada ao hospital.
Atendimento médico e sintomas
Weslenny chegou ao Hospital Municipal Darcy Pacheco às 22h30, acompanhada pela mãe. De acordo com o secretário de Saúde, Edimar Souza Fonseca, a menina apresentava crises convulsivas e, apesar de ter reagido inicialmente ao tratamento, seu estado se deteriorou rapidamente, levando a uma parada cardiorrespiratória.
Após a morte da menina, seu irmão foi internado com sintomas semelhantes, mas menos graves, e recebeu alta em uma semana. O veneno encontrado na comida foi identificado como terbufós, um componente do veneno conhecido como ‘chumbinho’. Essa substância também foi responsável pela morte de quatro gatos que foram encontrados no quintal da residência.
O que falta ser esclarecido
Um dos pontos que ainda precisam de esclarecimento é a descoberta de uma panela com restos do arroz envenenado na geladeira da casa. O delegado Domênico Rocha, que lidera a investigação, afirmou que foram encontrados grânulos que se assemelham ao veneno. Isso levanta questões sobre a lógica de guardar uma evidência tão comprometedora.
Além disso, Ronaldo alegou que descartou o restante do arroz, mas a panela com os grãos envenenados contradiz essa afirmação. Outro aspecto intrigante é que apenas Ronaldo e as crianças apresentaram sintomas, enquanto Nábia não teve reações, mesmo tendo consumido a mesma refeição.
Relacionamento e tensões familiares
Ronaldo e Nábia estão juntos há cinco anos e descrevem seu relacionamento como aberto, mas Nábia mencionou que estava tentando terminar a relação devido a tensões constantes. O irmão de Weslenny relatou que tanto ele quanto a irmã já sofreram agressões do padrasto, embora o delegado tenha destacado que essas agressões eram pontuais.
A mãe das crianças expressou preocupação com a possibilidade de Ronaldo ter agido de forma violenta em um momento de desespero. Ela também mencionou um vídeo em que Ronaldo faz ameaças, mas a defesa afirma que esse material foi gravado há mais de três anos e não indica um padrão de agressão.
Investigação em andamento
A Polícia Civil continua a investigar o caso e não descarta a possibilidade de envolvimento de terceiros. O delegado Domênico Rocha afirmou que a mãe das crianças ainda é considerada suspeita. A defesa de Ronaldo acredita que a verdade será revelada e que ele é uma vítima neste caso.
Para mais informações sobre casos semelhantes, você pode acessar Em Foco Hoje. Além disso, para entender mais sobre envenenamento e suas implicações legais, consulte o site da OMS.



