A prisão de agricultor no Acre foi mantida pela Justiça em um caso que tem gerado grande repercussão. O agricultor Diérico Souza de Macedo, de 39 anos, é acusado de assassinar seu irmão, Milton Souza de Macedo, com várias facadas. O crime ocorreu em março de 2025, na zona rural de Capixaba, uma localidade situada no interior do estado do Acre.
A decisão de manter a prisão preventiva de Diérico foi proferida pela juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno, da Vara Única Criminal da Comarca de Capixaba. A magistrada avaliou que não houve mudanças significativas no processo que justificassem a soltura do acusado, considerando a gravidade da situação, uma vez que o crime envolveu a morte de um familiar.
Prisão de agricultor no Acre e o andamento do caso
Com a decisão, a defesa e a acusação têm um prazo de cinco dias para apresentar a lista de testemunhas que irão depor durante o julgamento. Cada parte pode indicar até cinco pessoas. A expectativa é que a data do júri seja definida em breve, mas até o momento, não há uma data específica marcada.
Além disso, as partes envolvidas no processo podem anexar documentos e solicitar diligências que possam ser relevantes para o julgamento. A juíza enfatizou que existem provas suficientes que indicam a materialidade do crime e indícios da autoria de Diérico, o que justifica a manutenção da prisão preventiva enquanto o caso aguarda julgamento.
O contexto do crime em Capixaba
O crime que levou à prisão de Diérico ocorreu em um contexto familiar complicado. De acordo com as investigações, o homicídio foi motivado por uma discussão entre os irmãos, que já era recorrente e frequentemente se intensificava após o consumo de álcool. No dia do crime, Diérico alegou que havia saído para verificar uma malhadeira em um açude e, ao retornar, encontrou Milton ferido.
No entanto, essa versão começou a ser questionada à medida que as investigações avançaram. Testemunhas relataram que Milton havia ido dormir e que, horas depois, Diérico retornou ao local e o atacou com dez golpes de faca. O corpo de Milton foi encontrado em rigidez cadavérica, o que indica que ele não teve chance de defesa.
Confissão e contradições no depoimento
Durante o interrogatório, Diérico confessou ter esfaqueado o irmão, mas alegou que agiu em legítima defesa, afirmando que Milton estava armado no momento do ataque. No entanto, a Polícia Civil não encontrou evidências que corroborassem essa versão, e as perícias realizadas não indicaram qualquer sinal de que a vítima tivesse reagido à agressão.
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a atitude de Diérico após o crime. Ele não compareceu à delegacia quando foi intimado e não participou do velório do irmão, além de ter deixado a região. Essas ações levantaram suspeitas sobre sua versão dos fatos.
Impacto social e repercussão do caso
O caso gerou grande repercussão na comunidade local e levantou discussões sobre a violência familiar e as consequências do consumo excessivo de álcool. A situação expõe a fragilidade das relações familiares em contextos de tensão e desentendimentos, que podem culminar em tragédias como essa.
Além disso, a manutenção da prisão preventiva de Diérico é um reflexo da preocupação da Justiça em garantir a segurança da sociedade enquanto o caso não é resolvido. O julgamento, quando ocorrer, será um momento crucial para que a verdade dos fatos seja esclarecida e para que as partes envolvidas possam ter suas vozes ouvidas.
Prisão de agricultor no Acre e o futuro do processo
Enquanto o processo avança, a expectativa é que novas informações possam surgir e que o júri popular possa trazer à tona detalhes que ainda não foram revelados. A sociedade aguarda ansiosamente por um desfecho que possa trazer justiça para a família de Milton e para todos os envolvidos.
Por fim, a prisão de agricultor no Acre levanta questões importantes sobre a violência doméstica e a necessidade de medidas eficazes para prevenir que situações semelhantes ocorram no futuro. A esperança é que o caso sirva de alerta e que as autoridades possam implementar políticas que visem a proteção e a segurança das famílias em situações de risco.



