A missão Artemis II destacou-se ao proporcionar aos astronautas uma visão única da Lua, que parecia do tamanho de uma bola de basquete a uma distância considerável. Durante o sobrevoo, realizado em 6 de abril, a espaçonave Orion se aproximou a cerca de 6.550 km da superfície lunar, estabelecendo um novo recorde de distância percorrida por humanos no espaço, alcançando 406,6 km da Terra.
Os quatro astronautas, que incluíam Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, realizaram observações científicas detalhadas de áreas da Lua que nunca haviam sido vistas diretamente por humanos. Koch comentou sobre a diferença entre a Lua observada da Terra e a Lua vista de perto, enfatizando a singularidade da experiência.
Artemis II e a face oculta da Lua
Durante o sobrevoo, a Orion, nomeada pela tripulação como Integrity, atravessou a face oculta da Lua, que permanece oculta da Terra. Essa manobra resultou em 40 minutos sem comunicação com o controle de missão em Houston, enquanto a nave cruzava atrás do satélite. Este evento foi significativo, pois a missão registrou a primeira visão humana da Bacia Orientale, uma cratera de 965 km de diâmetro, que antes havia sido apenas capturada por sondas não tripuladas.
Por que a distância é relevante?
A comparação com as missões Apollo ilustra as diferenças na abordagem da Artemis II. Enquanto as naves Apollo orbitavam a Lua a uma altitude de apenas 110 km, a Artemis II optou por uma trajetória mais distante. A nave não entrou em órbita lunar, mas seguiu um caminho em arco ao redor da Lua, retornando à Terra sem necessidade de propulsão adicional, utilizando uma manobra conhecida como trajetória de retorno livre.
Judd Frieling, diretor de voo da missão, destacou que mesmo a 6.000 km de distância, o olho humano consegue captar detalhes importantes para a comunidade científica. A tripulação utilizou câmeras variadas para documentar bacias de impacto e antigas correntes de lava, descrevendo ao vivo as nuances de cor e textura na superfície lunar, algo que instrumentos automáticos podem não registrar adequadamente.
Próximos passos da missão Artemis II
Com a missão ainda em andamento, os astronautas se preparam para deixar a influência gravitacional da Lua e realizar correções de trajetória. As etapas seguintes incluem:
- 7 de abril: A Orion deixará a esfera de influência gravitacional da Lua, permitindo que cientistas em solo interajam com a tripulação sobre as observações feitas.
- 8 de abril: Testes de pilotagem manual e simulações de abrigo contra radiação solar.
- 9 de abril: Revisão dos procedimentos de reentrada e queima de correção de trajetória.
- 10 de abril: Queima final de correção de trajetória e amerissagem no Oceano Pacífico.
A missão Artemis II representa um marco na exploração lunar, trazendo novas perspectivas e dados valiosos para a ciência. Para mais informações sobre a missão, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode conferir detalhes sobre exploração espacial na NASA.



