Erupções solares e riscos invisíveis da viagem à Lua com Artemis II

A missão Artemis II traz à tona os riscos invisíveis das erupções solares durante a viagem à Lua. Descubra como a NASA garante a segurança da tripulação.

A missão Artemis II destaca os riscos invisíveis que os astronautas enfrentarão, especialmente as erupções solares. Esta é a primeira vez em mais de 50 anos que humanos se aventuram além do campo magnético da Terra. A NASA está atenta a essas ameaças, monitorando o Sol continuamente para proteger a tripulação.

Erupções solares e proteção da tripulação

O Sol emite uma constante corrente de partículas de alta energia, conhecidas como vento solar. Quando a tripulação da Artemis II deixar a proteção do campo magnético da Terra, eles entrarão em uma região onde as erupções solares podem liberar energia equivalente a mais de um bilhão de bombas de hidrogênio. Essa é uma área de risco significativo durante os dez dias de missão ao redor da Lua.

Para garantir a segurança dos astronautas, a NASA, em colaboração com a NOAA, monitora a atividade solar 24 horas por dia. Mary Aronne, responsável pelo escritório de análise de meteorologia espacial do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, afirma que o foco está na análise em tempo real de eventos solares que possam afetar a missão.

Fontes de radiação na missão Artemis II

Durante a missão, os astronautas estarão expostos a três fontes principais de radiação. A primeira são os raios cósmicos galácticos, que são partículas de altíssima energia provenientes de fora do sistema solar. A segunda fonte é composta pelos Cinturões de Van Allen, que são faixas de partículas carregadas que cercam a Terra e precisam ser atravessadas por qualquer missão lunar.

A terceira e mais imprevisível fonte de radiação são as partículas energéticas solares, que são aceleradas por erupções solares a velocidades próximas à da luz. Juntas, essas duas primeiras fontes podem resultar em uma exposição equivalente a um mês na Estação Espacial Internacional, representando cerca de 5% do limite de radiação que um astronauta pode suportar ao longo de sua carreira.

Monitoramento e medidas de proteção

Para rastrear erupções solares, a NASA utiliza dados em tempo real de sondas posicionadas em locais estratégicos no sistema solar. Um exemplo inovador é o rover Perseverance em Marte, que pode observar o lado do Sol que não é visível da Terra. Isso permite que as equipes da NASA identifiquem manchas solares com até duas semanas de antecedência, proporcionando tempo para preparar a tripulação.

Dentro da nave Orion, sensores de radiação monitoram os níveis em diferentes partes da cabine. Cada astronauta também possui um dosímetro pessoal. Se os níveis de radiação atingirem um primeiro patamar de alerta, as equipes de solo intensificam o monitoramento. Caso esses níveis cheguem a um segundo patamar, recomenda-se que a tripulação construa um abrigo improvisado.

Estratégias de proteção na cabine

Além do monitoramento, existe um procedimento de proteção que consiste em reorganizar a cabine da nave. Equipamentos são retirados dos compartimentos de armazenamento e distribuídos pelas paredes menos protegidas, criando camadas adicionais de massa entre os astronautas e as partículas externas. Quanto mais matéria houver entre a fonte de radiação e os astronautas, maior será a proteção.

Stuart George, analista de radiação espacial do Centro Espacial Johnson da NASA, explica que, ao adicionar massa nos pontos de maior exposição, a tripulação pode continuar suas atividades normalmente. Mesmo que o Sol permaneça calmo durante a missão, um ensaio desse procedimento está programado para o oitavo dia de voo, marcando a primeira vez que o protocolo será testado na nave Orion.

Próximos passos da missão Artemis II

Nos próximos dias, os astronautas deixarão a esfera de influência gravitacional da Lua e realizarão queimas de correção de trajetória. A missão também incluirá experimentos a bordo antes da amerissagem prevista. Os marcos da missão são:

  • 7 de abril: A Orion deixa a esfera de influência gravitacional da Lua.
  • 8 de abril: Testes de pilotagem manual e simulação de abrigo contra radiação solar.
  • 9 de abril: Revisão de procedimentos de reentrada e queima de correção de trajetória.
  • 10 de abril: Amerissagem no Oceano Pacífico.

Os riscos invisíveis das erupções solares são uma preocupação constante para a missão Artemis II. A NASA tem avançado significativamente na proteção dos astronautas desde a era Apollo, garantindo que a segurança da tripulação seja uma prioridade máxima.

Para mais informações sobre os riscos da radiação no espaço, você pode acessar o site da NASA. Para acompanhar as atualizações sobre a missão Artemis II, visite emfocohoje.com.br.

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Em Foco Hoje Redação
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