A exoneração de Márdhia El-Shawwa da Secretaria da Mulher no Acre trouxe à tona questões sobre a gestão de políticas públicas voltadas para a proteção das mulheres. A delegada ocupava o cargo desde março de 2023, quando a secretaria foi recriada, e sua saída pode impactar a continuidade das ações que visam combater a violência de gênero na região.
Márdhia El-Shawwa exoneração e o cenário atual
A confirmação da exoneração ocorreu na terça-feira (7), quando a própria Márdhia informou à Rede Amazônica Acre. Contudo, a mudança ainda não foi oficializada no Diário Oficial do Estado, e não há informações sobre quem assumirá a pasta. A falta de comunicação clara por parte do governo levanta preocupações sobre a transição e a continuidade das políticas implementadas.
Durante sua gestão, Márdhia enfrentou um cenário alarmante de feminicídios no Acre. O estado, que já registrou altas taxas de violência contra a mulher, recebeu recursos federais significativos, mas a execução desses fundos foi insatisfatória, com menos de 20% utilizados até o momento.
Desafios enfrentados pela Secretaria da Mulher
Um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que o Acre recebeu cerca de R$ 12 milhões entre 2023 e 2025 para políticas de combate à violência de gênero. No entanto, menos de R$ 2,4 milhões foram efetivamente utilizados. Essa situação evidencia a necessidade de uma gestão mais eficaz e transparente dos recursos destinados à proteção das mulheres.
Além disso, a delegada se posicionou publicamente em relação a casos de violência, como as denúncias de estupro envolvendo atletas do Vasco-AC. Sua resposta a essas situações foi considerada fundamental para a visibilidade das questões de violência contra a mulher no estado.
Impacto da exoneração de Márdhia El-Shawwa
A saída de Márdhia El-Shawwa da Secretaria da Mulher pode ter repercussões significativas. A gestão anterior lidou com um aumento de 75% nos casos de feminicídio em comparação com o ano anterior, o que destaca a urgência de políticas públicas eficazes. A necessidade de uma abordagem mais robusta para proteger as mulheres no Acre é evidente.
As vozes de mulheres como Elizadora Ribeiro e Gabrielli Costa refletem a insegurança sentida por muitas. Elas expressam a frustração com a falta de ações concretas que vão além de palestras e panfletos. A sensação de insegurança nas ruas é uma realidade que precisa ser abordada com urgência.
Próximos passos para a Secretaria da Mulher
Com a exoneração de Márdhia, é crucial que o governo do Acre defina rapidamente um novo secretário ou secretária que possa dar continuidade ao trabalho e implementar as políticas necessárias. A população aguarda ansiosamente por respostas e ações efetivas que garantam a segurança e os direitos das mulheres no estado.
O futuro da Secretaria da Mulher e a eficácia das políticas públicas dependem da capacidade do novo gestor em enfrentar os desafios que se apresentam. A falta de execução dos recursos disponíveis e a necessidade de um plano de ação claro são questões que não podem ser ignoradas.
Para mais informações sobre políticas de proteção às mulheres, você pode consultar o site Ministério das Mulheres. Para acompanhar as últimas notícias sobre o Acre, acesse Em Foco Hoje.



