Indústria do RN enfrenta queda em todos os setores

A Indústria do RN registrou uma queda de 24,5% em fevereiro, com todos os setores apresentando números negativos pela primeira vez.

A Indústria do RN enfrenta uma queda significativa, com uma redução de 24,5% em fevereiro. Esse número é comparado ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em uma quinta-feira recente.

Esse cenário marca um momento inédito, pois é a primeira vez desde o início da série histórica em 2023 que todos os setores da indústria apresentam resultados negativos simultaneamente.

Indústria do RN e a Queda em Fevereiro

O estado do Rio Grande do Norte tem enfrentado uma série de dificuldades na produção industrial. Desde outubro de 2025, a indústria local tem registrado quedas consecutivas. O mês de fevereiro, em particular, trouxe uma das maiores reduções, com destaque para a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve uma diminuição de 31,5%.

Além disso, as indústrias extrativistas também sofreram uma queda de 19,9%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios viu uma redução de 16,8%. O setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi o menos afetado, com uma queda de 3,9%.

Fatores que Influenciam a Indústria do RN

De acordo com o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, a situação atual da indústria potiguar reflete uma perda de ritmo que vem sendo observada desde o final do ano anterior. Fatores macroeconômicos, como a política monetária restritiva e as taxas de juros elevadas, têm contribuído para essa realidade. Isso resulta em um encarecimento do crédito, o que, por sua vez, reduz os investimentos e impacta diretamente a produção industrial.

Variação Acumulada no Ano

No que diz respeito à variação acumulada do ano, que considera os meses de janeiro e fevereiro, todos os segmentos industriais apresentaram resultados negativos, exceto a confecção de artigos do vestuário e acessórios, que teve um crescimento de 16,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

  • Indústrias extrativistas: -14,2%
  • Fabricação de produtos alimentícios: -11,6%
  • Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: -35,3%

Como resultado, a indústria do Rio Grande do Norte acumulou uma perda de 24,8% nos dois primeiros meses do ano.

Perspectivas para a Indústria Potiguar

Ao analisar a variação acumulada em 12 meses, a confecção de artigos do vestuário e acessórios teve um desempenho positivo, com um aumento de 47,8%. As indústrias extrativistas também apresentaram um crescimento de 3,8%. No entanto, a fabricação de produtos alimentícios e a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis tiveram resultados negativos, com quedas de 2,3% e 23,4%, respectivamente.

Assim, a indústria potiguar acumulou uma queda de 12,6% nos últimos 12 meses. Este cenário levanta preocupações sobre o futuro da indústria no estado e suas implicações para a economia local.

Para mais informações sobre a situação econômica do Rio Grande do Norte, você pode visitar este link. Além disso, para dados mais abrangentes sobre a indústria no Brasil, consulte o IBGE.

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Em Foco Hoje Redação
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