Gilberto Pontes morre após complicações em procedimento oftalmológico na Bahia

Gilberto Pontes, de 72 anos, faleceu após complicações em procedimento oftalmológico, levando sua família a processar a clínica.

A morte de Gilberto Pontes, de 72 anos, gerou um processo contra o Hospital Ceom, localizado em Irecê, na Bahia. O idoso faleceu após complicações decorrentes de um procedimento oftalmológico, que também afetou outros pacientes. A situação levantou preocupações sobre a segurança dos tratamentos realizados na clínica.

Gilberto Pontes morte e complicações

Gilberto Pontes passou por um procedimento oftalmológico em 28 de fevereiro e, logo após, começou a sentir fortes dores. Ele foi diagnosticado com endoftalmite, uma infecção grave que pode ocorrer após cirurgias oculares. Apesar de buscar atendimento em outra instituição, o idoso não resistiu e faleceu em 31 de março.

Além de Gilberto, outras 23 pessoas relataram problemas semelhantes após o mesmo procedimento. A perda de visão total ou parcial afetou significativamente a vida de muitos, que antes eram independentes e ativos.

Investigação sobre a clínica

A Polícia Civil da Bahia está investigando o Hospital Ceom, onde foram realizados os procedimentos. Na última segunda-feira, mandados de busca e apreensão foram cumpridos, resultando na coleta de prontuários médicos e outros documentos para análise técnica.

O advogado Joviniano Dourado Lopes Neto, que representa a família de Gilberto e outros pacientes, afirma que a clínica e as autoridades de saúde têm responsabilidade no caso. Ele destaca que as famílias afetadas buscam justiça e esclarecimentos sobre as falhas no atendimento.

Impacto na vida dos pacientes

A perda da visão teve um impacto devastador na rotina dos pacientes. Muitos, que antes eram autônomos, agora dependem de ajuda para atividades diárias. Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, perdeu a visão de um olho e teme perder o outro. Ele relatou que sua vida mudou drasticamente após o procedimento, que buscava melhorar sua visão.

Creusa Felissima Souza da Silva, aposentada de 79 anos, também enfrentou dificuldades após a cirurgia. Ela costumava viajar sozinha e cuidar do esposo, que tem Alzheimer, mas agora precisa de assistência para as tarefas cotidianas.

Repercussão do caso

A situação gerou grande repercussão na comunidade, levando a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia a suspender novos encaminhamentos para a clínica. O hospital, por sua vez, afirmou que está colaborando com as investigações e que todos os procedimentos realizados foram dentro dos critérios médicos.

O Hospital Ceom, em nota, informou que realizou 643 procedimentos durante o mutirão e que todos foram feitos com exames prévios. No entanto, a instituição reconheceu que 24 pacientes apresentaram intercorrências após os tratamentos.

Próximos passos legais

A família de Gilberto Pontes formalizou uma ação no Tribunal de Justiça da Bahia, buscando responsabilizar a clínica e as autoridades de saúde. O advogado destaca que o Ministério Público também foi acionado para acompanhar o caso.

As famílias esperam que a investigação traga à tona a verdade sobre os eventos que levaram à morte de Gilberto e às complicações enfrentadas por outros pacientes. A busca por justiça é um reflexo da necessidade de garantir a segurança nos procedimentos de saúde.

Para mais informações sobre segurança em procedimentos médicos, você pode acessar este link da Organização Mundial da Saúde. Além disso, para acompanhar notícias relacionadas, visite Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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