O caso de um menino de 8 anos que faleceu com suspeita de meningite bacteriana em Recife gerou grande comoção e questionamentos sobre o atendimento médico recebido. A família do garoto, Benjamin Leite Costa, relatou que ele começou a apresentar os primeiros sintomas durante uma viagem a Gravatá, no interior do estado.
Após o início dos sintomas, a criança foi atendida em três unidades de saúde diferentes antes de falecer no Hospital Geral de Areias, na Zona Oeste da capital pernambucana. O pai de Benjamin, Adejair Pereira da Costa, afirmou que a equipe médica não conseguiu identificar a doença que afetava seu filho e que o diagnóstico só foi registrado após a autópsia.
Menino suspeita meningite e atendimento questionado
De acordo com a família, menos de um dia após ser internado, Benjamin teve uma reação adversa a um medicamento e foi colocado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) improvisada. Para os pais, houve falhas no atendimento. Adejair relatou que, ao ser informado sobre a morte do filho, os médicos alegaram que ele havia falecido de morte natural, mas sem esclarecer a causa. O caso foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
Histórico dos sintomas de Benjamin
Os sintomas de Benjamin começaram a se manifestar na Sexta-feira Santa, quando ele começou a vomitar e se queixar de dores de cabeça. Na mesma data, Adejair levou o menino à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Gravatá, onde ele recebeu medicação e foi liberado após algumas horas. No entanto, a melhora foi temporária, e os sintomas retornaram no dia seguinte.
Ao retornarem para casa, no bairro de Pau Amarelo, em Paulista, a família notou que Benjamin estava estável, mas a situação se agravou rapidamente. No domingo, ele apresentou novos episódios de vômito e febre, levando os pais a levá-lo novamente à UPA, desta vez em Jardim Paulista. Adejair afirmou que, mesmo após informar que o filho já estava há três dias com os mesmos sintomas, a equipe médica não realizou exames mais aprofundados e o liberou novamente.
Internação e evolução do quadro
Na noite de segunda-feira, ao perceber manchas vermelhas no braço do menino, a mãe decidiu levá-lo ao Hospital da Criança, mas foi informada de que não havia atendimento de emergência. Assim, Benjamin foi encaminhado ao Hospital Geral de Areias, onde foi internado. Durante a internação, foram realizados três exames de sangue, mas apenas um deles foi inconclusivo.
Após a análise, os médicos descartaram dengue, mas indicaram suspeita de uma infecção bacteriana. Contudo, não foi especificado qual bactéria estava envolvida. O tratamento proposto incluiu a administração de um antibiótico, mas Benjamin teve uma reação adversa ao medicamento, o que piorou seu estado de saúde. Ele foi colocado em uma UTI improvisada, onde a situação se agravou até que, ao final do dia, ele faleceu.
Notificações e ações após a morte
Após a morte de Benjamin, a família notificou a escola onde ele estudava, que decidiu suspender as aulas como medida preventiva. A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o caso está sendo investigado e que o protocolo para meningite não requer fechamento de escolas, a menos que haja confirmação de transmissão.
A Secretaria de Saúde de Paulista também se manifestou, informando que tomou todas as medidas necessárias após a notificação da escola. A investigação epidemiológica está em andamento, e as autoridades estão monitorando os contatos próximos ao menino.
Reflexões sobre o atendimento de saúde
O caso de Benjamin Leite Costa levanta questões importantes sobre o sistema de saúde e a necessidade de uma resposta rápida e eficaz em situações de emergência. A família clama por respostas e justiça, enquanto as autoridades de saúde investigam as circunstâncias que levaram à morte do menino.
Para mais informações sobre saúde e cuidados médicos, você pode visitar Em Foco Hoje. Para entender melhor sobre meningite e suas implicações, acesse o site da Organização Mundial da Saúde.



