Giliard Prúcoli tem se destacado no cultivo de plantas comestíveis, um setor que vem ganhando notoriedade na alta gastronomia. O agrônomo, que atua na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, tem investido em um modelo de negócio que combina inovação e sustentabilidade. O foco em plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis tem trazido resultados surpreendentes, incluindo a duplicação do faturamento em um curto espaço de tempo.
Giliard Prúcoli e o Cultivo de Plantas Comestíveis
A produção de microverdes, que são vegetais em miniatura, tem se tornado uma tendência entre chefs de cozinha. Esses produtos são colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, garantindo uma concentração elevada de nutrientes. Giliard explica que as PANCs, muitas vezes chamadas de “mato de comer”, incluem variedades como capuchinha, ora-pro-nóbis, taioba e azedinha. A capuchinha, por exemplo, não só embeleza os pratos, mas também é rica em antioxidantes e nutrientes.
Expansão do Negócio no Espírito Santo
O sucesso do empreendimento levou Giliard a contar com a colaboração de Jadiel Assunção, que se juntou à equipe para ajudar na expansão da produção. Com o aumento da demanda, o espaço inicial se tornou insuficiente, resultando na necessidade de uma nova estrutura. Jadiel destaca que foi necessário realizar uma análise detalhada do solo e da água antes de iniciar as novas instalações.
Flores Comestíveis e Sustentabilidade
Além das PANCs e microverdes, a empresa também se dedica ao cultivo de flores comestíveis, que têm atraído a atenção de restaurantes e chefs. Essas flores não apenas embelezam os pratos, mas também oferecem valor nutricional. A produção é realizada de maneira sustentável, utilizando compostagem e embalagens biodegradáveis. Atualmente, cerca de quatro mil unidades são produzidas mensalmente e distribuídas não apenas no Espírito Santo, mas também em São Paulo.
A Conexão entre Moda e Agricultura
Antes de se aventurar no mundo das plantas comestíveis, Jadiel trabalhava na indústria da moda. Ele acredita que a estética é um aspecto importante que pode ser aplicado ao cultivo. “A moda é a maneira como você se apresenta ao mundo. Hoje, aplicamos isso no cultivo e no atendimento ao cliente”, afirma Jadiel. Essa abordagem diferenciada tem atraído a atenção de consumidores e profissionais da gastronomia.
O Potencial das Plantas Comestíveis na Gastronomia
O uso de PANCs e microverdes na alta gastronomia tem crescido. Em um restaurante local, por exemplo, essas plantas já compõem metade do cardápio. O sous chef Pedro Cardozo Thomazini menciona que esses ingredientes não são apenas decorativos, mas também contribuem para a complexidade dos sabores dos pratos. Apesar de algumas pessoas ainda terem resistência a esses produtos, os produtores acreditam que a aceitação está aumentando.
Desafios e Oportunidades no Mercado
Embora o cultivo de plantas comestíveis esteja em ascensão, ainda existem desafios a serem superados. A percepção de que esses produtos são supérfluos ou caros pode ser um obstáculo. No entanto, Giliard enfatiza que, ao entender os benefícios e a proposta diferenciada, os consumidores tendem a mudar essa visão. O mercado de plantas comestíveis apresenta um potencial significativo, e a busca por alimentos saudáveis e sustentáveis continua a crescer.
Para mais informações sobre o cultivo sustentável e suas práticas, você pode visitar Em Foco Hoje. Além disso, para entender melhor as plantas alimentícias não convencionais, confira a Wikipédia.


