A cúpula entre Macron e Starmer tem sido um marco importante nas discussões internacionais sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Esta rota é crucial para o transporte de petróleo e, recentemente, foi afetada por tensões geopolíticas. O encontro, realizado em Paris, reuniu líderes de diversas nações, mas surpreendentemente, os Estados Unidos não estavam presentes.
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, têm se empenhado em aumentar a pressão sobre o Irã, que, segundo Starmer, está “mantendo a economia mundial refém”. A situação no estreito se agravou desde que o Irã tomou medidas que praticamente fecharam essa rota vital, afetando cerca de 20% do petróleo mundial.
Macron Starmer cúpula sem EUA
No dia 17, Macron e Starmer se encontraram no Palácio do Eliseu para discutir ações que visam a reabertura do Estreito de Ormuz. A ausência dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, que havia anunciado um bloqueio contra portos iranianos, foi notável. Macron afirmou que a missão para garantir a segurança da navegação seria “estritamente defensiva”, limitando-se a países que não estão envolvidos no conflito.
Starmer, enfrentando desafios políticos em seu país, enfatizou a urgência da reabertura do estreito. Ele declarou que essa responsabilidade é global e que é necessário agir para restabelecer o fluxo de energia e comércio. O encontro em Paris representa um esforço conjunto de países que desejam mitigar os efeitos de um conflito que não provocaram.
Planejamento militar e segurança marítima
Além das discussões diplomáticas, Macron e Starmer também estão liderando reuniões para planejar uma resposta militar. Essa estratégia é semelhante à “coalizão de voluntários” que foi formada para garantir a segurança na Ucrânia. O coronel Guillaume Vernet, porta-voz militar francês, mencionou que a missão ainda está em fase de desenvolvimento.
- Os países envolvidos contribuirão de acordo com suas capacidades.
- A segurança da passagem no estreito dependerá da situação após um possível cessar-fogo.
- Recursos como inteligência e remoção de minas podem ser necessários.
Especialistas têm sugerido que a atuação da coalizão deve focar na remoção de minas e na criação de sistemas de alerta para ameaças marítimas, ao invés de escoltas armadas para petroleiros. Essa abordagem pode ser mais eficaz e menos provocativa em relação ao Irã.
Discussões com dezenas de países
O Reino Unido está explorando o uso de drones para operações de caça-minas, que poderiam ser lançados a partir de navios. A guerra atual também evidenciou a limitação da capacidade da Marinha britânica, que enviou apenas um destróier ao Mediterrâneo oriental. Em contrapartida, a França, com o maior poder militar da União Europeia, deslocou um porta-aviões nuclear e várias fragatas para a região.
Mais de 40 países participaram de reuniões diplomáticas e militares nas últimas semanas, embora nem todos estejam dispostos a se comprometer com recursos militares. Espera-se que cerca de 30 países estejam presentes nas discussões, incluindo nações do Oriente Médio e da Ásia, com líderes como o chanceler alemão e a premiê italiana participando presencialmente.
Essas reuniões são uma resposta às críticas de Trump, que acusou aliados de não se unirem ao esforço e afirmou que a reabertura do estreito não é uma responsabilidade dos EUA. O presidente americano tem se referido a seus aliados como “covardes” e criticado a falta de comprometimento da OTAN.
Por fim, a cúpula entre Macron e Starmer pode ser vista como um passo significativo para demonstrar que países europeus e aliados, como o Canadá, estão dispostos a garantir a segurança internacional sem depender dos Estados Unidos. A dúvida que permanece é quantos desses países têm os recursos necessários para contribuir efetivamente com a operação.
Para mais informações sobre a situação no Oriente Médio, acesse Em Foco Hoje. Para detalhes sobre segurança marítima, visite o site da ONU.



