A manutenção de escolas estaduais em Minas Gerais está prestes a passar para a iniciativa privada. Esse movimento visa otimizar a gestão de serviços não pedagógicos em 95 instituições de ensino. O leilão realizado pelo governo do estado, que ocorreu no final de setembro, foi vencido pela IG4 BTG Pactual Health Infra, que apresentou uma proposta de R$ 22,3 milhões mensais para a execução dos serviços.
O que inclui a manutenção escolas MG
A Parceria Público-Privada (PPP) estabelecida prevê a responsabilidade da concessionária em diversos serviços essenciais. Entre eles estão a manutenção predial, limpeza, jardinagem, vigilância, fornecimento de utilidades como água e energia, além de tecnologia da informação e climatização.
Serviços sob responsabilidade da iniciativa privada
A empresa Opy, vinculada ao IG4 Capital, será a encarregada de implementar e gerenciar esses serviços. O contrato, com duração de 25 anos, envolve um investimento total estimado em R$ 5,1 bilhões. Esse montante inclui R$ 1,25 bilhão destinado a obras de modernização e R$ 3,9 bilhões para a operação contínua dos serviços.
Localização das escolas
As 95 escolas estaduais que farão parte dessa PPP estão distribuídas em 34 municípios. Dentre elas, 34 estão localizadas no Norte de Minas, 21 em Belo Horizonte e 40 na Região Metropolitana, atendendo aproximadamente 70 mil alunos.
Estado atual das escolas
Essas instituições já receberam investimentos significativos do governo. Um levantamento recente indicou que, entre 2022 e 2025, foram alocados R$ 42 milhões em 90 das 95 escolas através do projeto “Mãos à Obra”. O governo afirma que não haverá sobreposição de gastos, pois as melhorias já realizadas serão integradas ao novo projeto.
Início das atividades da iniciativa privada
A expectativa é que a Opy comece suas atividades nas escolas até junho deste ano. A implementação dos serviços não pedagógicos visa liberar os diretores para que possam focar nas atividades educacionais.
Justificativa do governo para a PPP
A secretária adjunta de Educação de Minas Gerais, Stephanie Carvalho, defende que essa parceria pode gerar uma economia superior a R$ 650 milhões ao longo dos 25 anos de contrato. A intenção é permitir que os gestores escolares se dediquem mais ao ensino, ao invés de se ocuparem com questões de infraestrutura.
Reações dos trabalhadores
Entretanto, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) expressa preocupações sobre essa mudança. A coordenadora-geral do sindicato, Denise Romano, questiona o interesse de grupos econômicos na gestão de escolas públicas e alerta sobre o risco de demissões. O contrato não garante a manutenção dos empregos, apenas menciona que a concessionária deve considerar a absorção de profissionais já vinculados.
Posição da empresa responsável
Matheus Renault, presidente da Opy, afirma que a empresa tem experiência em serviços similares, como no Hospital do Barreiro, e que o objetivo é trazer essa qualidade para o ambiente escolar. Ele também enfatiza a importância de manter os profissionais que já atuam nas escolas, reconhecendo seu papel na comunidade escolar.
Para mais informações sobre a educação em Minas Gerais, você pode visitar Em Foco Hoje. Além disso, para compreender melhor o contexto das Parcerias Público-Privadas, consulte o site do governo federal.



