Evandro Dal Molin, um homem que se apresentava como presidente do ‘Marco da Criança e do Adolescente’, foi preso em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele é acusado de criar um órgão federal fictício para aplicar golpes em empresários, ONGs e prefeituras. A Polícia Civil realizou a prisão na sexta-feira, após investigações que revelaram suas atividades fraudulentas.
O suposto órgão, que não possui qualquer vínculo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, foi utilizado por Dal Molin para enganar diversas pessoas. No cartão de visitas dele, estavam presentes o brasão de armas do Brasil e o nome do ministério, o que conferia uma aparência de legitimidade à sua atuação. Contudo, tanto o ministério quanto a estrutura governamental negaram a existência do ‘Marco da Criança e do Adolescente’.
Evandro Dal Molin e suas táticas de engano
Para dar credibilidade ao seu golpe, Evandro Dal Molin publicava fotos em eventos políticos, como no Congresso Nacional e em Câmaras Municipais, ao lado de autoridades. Ele chegou a conceder entrevistas a portais de notícias, onde falava sobre as atividades do órgão inexistente. A delegada El Santos de Freitas Cavalcanti comentou sobre a manipulação de contexto que Dal Molin utilizava para parecer uma figura pública respeitável.
Crimes e investigações
As investigações apontam que Evandro Dal Molin não apenas enganava as vítimas, mas também cobrava valores para a liberação de verbas públicas, que nunca chegavam às mãos das ONGs e instituições prometidas. Ele reconhecia prefeitos como ‘Prefeito Amigo da Criança’, exaltando suas gestões em prol de políticas para a infância, o que aumentava ainda mais sua credibilidade.
Os crimes atribuídos a ele incluem estelionato, falsificação de documentos e usurpação de função pública. Além disso, a polícia investiga a possibilidade de lavagem de dinheiro, uma vez que as atividades fraudulentas se estenderam por várias cidades do Paraná e outros estados desde, pelo menos, 2020.
Impacto financeiro das fraudes
Até o momento, cinco vítimas foram ouvidas pela polícia, e o prejuízo total estimado chega a aproximadamente R$ 350 mil. Em um dos casos, Dal Molin prometeu a um líder de ONG a quantia de R$ 25 mil para um evento, mas o dinheiro nunca foi transferido. Outro golpe envolveu a venda de veículos que supostamente seriam alugados ao Governo Federal, prometendo um retorno financeiro significativo.
Ações do Ministério dos Direitos Humanos
Após a descoberta do uso indevido de referências do ministério, este tomou medidas administrativas e encaminhou o caso à Advocacia-Geral da União (AGU). A AGU solicitou a remoção de todas as publicações que continham o brasão ou qualquer símbolo da República Federativa do Brasil. Como resultado, várias postagens no perfil de Dal Molin foram removidas.
Consequências legais e bloqueios
A Justiça não apenas determinou a prisão preventiva de Evandro Dal Molin, mas também ordenou o bloqueio de suas contas e o sequestro de bens. Durante seu interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio. A defesa de Dal Molin alegou que não teve acesso ao processo, o que a impediu de se manifestar sobre as acusações.
Os desdobramentos desse caso revelam a importância de se verificar a autenticidade de organizações e pessoas que se apresentam como representantes de órgãos públicos. Para mais informações sobre como identificar fraudes e golpes, você pode acessar este site do governo. Além disso, para mais notícias sobre casos semelhantes, visite Em Foco Hoje.



