Protesto na Alça Viária mobilizou moradores de Marituba, na Grande Belém, em uma manifestação contra os alagamentos que surgiram após as obras da Avenida Liberdade. Os manifestantes, insatisfeitos com a situação, fecharam as duas pistas da rodovia PA-483, conhecida como Alça Viária, utilizando pneus e pedaços de madeira.
Na tarde de uma quinta-feira, os moradores se reuniram no km 1 da Alça Viária para expressar suas preocupações sobre os problemas de drenagem que, segundo eles, se agravaram com as recentes intervenções na infraestrutura local. A Avenida Liberdade, parte de um projeto que visa melhorar o tráfego na região, foi alvo de críticas por sua execução e os impactos negativos percebidos pelos habitantes.
Protesto na Alça Viária e suas causas
Os moradores afirmam que a falta de um sistema de drenagem adequado resultou em alagamentos frequentes sempre que ocorrem chuvas. Durante a manifestação, que contou com cerca de 40 participantes, os manifestantes bloquearam o tráfego em ambas as direções da Alça Viária, ateando fogo nos materiais utilizados para obstruir a via.
Além dos alagamentos, os moradores dos bairros São João e Uriboca, que ficam nas proximidades da Alça Viária, relataram o abandono das ruas. Muitas vias estão cobertas de mato e acumulam grandes poças de água, dificultando a circulação e a mobilidade na região.
Impactos das obras na Avenida Liberdade
A obra da Avenida Liberdade, orçada em R$ 410 milhões, é vista com preocupação por moradores que habitam a área de proteção ambiental que abriga floresta. Recentemente, foram registradas erosões em trechos em construção da avenida, o que levanta questões sobre a eficácia e a segurança das intervenções realizadas.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra), responsável pela obra, declarou que o rompimento de um bueiro é uma situação comum durante a execução de obras desse porte. Eles afirmaram que estão trabalhando para resolver o problema sem alterar o cronograma de entrega da avenida.
Expectativas e desdobramentos futuros
Os moradores manifestaram que, caso suas reivindicações não sejam atendidas, novos protestos poderão ocorrer, incluindo o bloqueio de outras vias na região. A situação atual gera um clima de tensão e insatisfação, refletindo a necessidade de ações mais efetivas por parte das autoridades competentes.
O governo do estado, em uma atualização anterior, informou que a obra da Avenida Liberdade está na fase final e que a execução já ultrapassa 85%. Contudo, não foi divulgada uma nova data para a entrega, e a última previsão mencionada foi 30 de outubro de 2025, que já está ultrapassada.
Reivindicações dos moradores
Os manifestantes exigem melhorias na infraestrutura local, especialmente em relação ao saneamento e à drenagem das águas pluviais. A ausência de um sistema de drenagem eficiente tem gerado transtornos significativos, afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores.
O protesto na Alça Viária é um reflexo da insatisfação da população com a gestão das obras e a falta de atenção às necessidades básicas da comunidade. A mobilização demonstra a urgência de um diálogo entre os cidadãos e as autoridades para encontrar soluções que minimizem os impactos negativos das obras em andamento.
Concluindo a situação atual
Enquanto a situação se desenrola, a comunidade aguarda um retorno das autoridades sobre as reivindicações apresentadas. O protesto na Alça Viária destaca a importância da participação cidadã e a necessidade de um planejamento urbano que considere as realidades locais e as demandas da população. A continuidade do diálogo e a implementação de melhorias são essenciais para evitar novos conflitos e garantir a qualidade de vida na região.
O protesto na Alça Viária é um exemplo claro de como a falta de planejamento e a execução inadequada de obras podem gerar descontentamento e mobilização social. A comunidade permanece atenta e disposta a lutar por seus direitos e por melhorias em sua qualidade de vida.



