Famílias vivendo juntas: Santa Catarina e o aumento de moradores sozinhos

Santa Catarina se destaca com a maior proporção de famílias vivendo juntas, enquanto Florianópolis lidera em moradores sozinhos.

A questão das famílias vivendo juntas tem ganhado destaque em Santa Catarina, onde se observa um fenômeno interessante. O estado é o líder nacional em domicílios compostos por um único núcleo familiar, enquanto sua capital, Florianópolis, se destaca por ter a maior proporção de pessoas vivendo sozinhas.

Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo IBGE, revelaram que 69,3% dos lares em Santa Catarina são formados por casais, com ou sem filhos, sem a presença de outros parentes. Em contrapartida, Florianópolis apresenta um percentual de 30,5% de domicílios unipessoais, o que significa que, em cada dez lares, três são ocupados por apenas uma pessoa.

Famílias vivendo juntas em Santa Catarina

A predominância de lares com núcleos familiares em Santa Catarina reflete uma realidade que se mantém estável ao longo dos anos. Contudo, o crescimento dos lares unipessoais é um dado que não pode ser ignorado. De 2012 a 2025, a porcentagem de pessoas vivendo sozinhas no estado saltou de 11,6% para 18,3%. Este aumento é significativo e mostra uma mudança nas dinâmicas familiares.

Florianópolis e a solidão urbana

Florianópolis, como a capital que abriga o maior número de moradores sozinhos, se destaca em um cenário onde a vida urbana e a busca por autonomia se tornam cada vez mais comuns. A cidade é seguida por Porto Alegre, Salvador e Vitória, que também apresentam altos índices de domicílios unipessoais, mas não superam os 30%.

O analista do IBGE, William Kratochwill, explica que o envelhecimento da população e a busca por independência são fatores que impulsionam essa mudança. À medida que as pessoas vivem mais, muitas optam por residir sozinhas, especialmente em momentos de transição na vida, como após a saída dos filhos de casa ou em situações de separação.

Características das moradias em Santa Catarina

Além do perfil das famílias vivendo juntas, a PNAD Contínua trouxe à tona informações sobre as características das moradias em Santa Catarina. A maioria das residências, cerca de 79,8%, são casas, enquanto os apartamentos representam 20%, com uma leve queda nos últimos anos. A propriedade das moradias também é um dado relevante, com 61,5% dos imóveis sendo próprios e quitados.

O estado se destaca pela qualidade das suas construções, com 84% das casas sendo de alvenaria. No que diz respeito a bens domésticos, Santa Catarina lidera com índices elevados de posse de geladeiras, máquinas de lavar e automóveis. A responsabilidade sobre os lares é quase equilibrada entre homens e mulheres, com uma leve predominância feminina.

Desigualdade no acesso a serviços básicos

Outro ponto a ser destacado é a desigualdade no acesso a serviços básicos. Enquanto 86% dos domicílios têm acesso à água potável por rede geral, essa porcentagem cai para 24,7% nas áreas rurais. A coleta de lixo é realizada em 97,5% das residências, e a energia elétrica está presente em 98,6% dos lares, evidenciando uma boa cobertura de serviços essenciais.

Impactos sociais e econômicos

A crescente presença de lares unipessoais pode ter impactos significativos nas políticas sociais e econômicas. A necessidade de serviços e infraestrutura adequados para atender a essa nova configuração familiar é um desafio que deve ser enfrentado. As cidades precisam se adaptar a essa realidade, oferecendo suporte e recursos para aqueles que optam por viver sozinhos.

Além disso, o aumento da população idosa, que já representa 16,2% da população catarinense, também exige uma atenção especial. A diminuição da participação dos jovens na sociedade pode alterar a dinâmica econômica e social do estado.

Em resumo, Santa Catarina se destaca por ter uma alta proporção de famílias vivendo juntas, mas também enfrenta o desafio crescente de um número significativo de pessoas morando sozinhas, especialmente em Florianópolis. Essa dualidade reflete mudanças profundas nas estruturas familiares e nas dinâmicas sociais, que devem ser observadas e analisadas com atenção nos próximos anos. Para mais informações sobre a demografia e as mudanças sociais, acesse Em Foco Hoje. Você também pode conferir dados detalhados sobre a PNAD Contínua no IBGE.

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Em Foco Hoje Redação
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