A exoneração de Arthur Valença de Luna, assessor da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), marca um importante desdobramento em uma investigação policial. O caso envolve desvios de recursos públicos que podem chegar a R$ 2,8 milhões, relacionados a um esquema conhecido como “rachadinha”.
No dia 15 de abril, a Polícia Civil deflagrou a Operação Draft, que visa apurar irregularidades na Alepe. Arthur Valença de Luna, que atuava como assessor especial da deputada Gleide Ângelo (PSB), foi um dos alvos da operação. A exoneração foi oficializada no Diário Oficial do Estado em 17 de abril, embora tenha sido assinada no dia anterior pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB).
Arthur Valença de Luna exoneração e contexto da investigação
A deputada Gleide Ângelo se manifestou sobre a exoneração, esclarecendo que a investigação se refere a fatos que ocorreram antes de seu mandato. Ela enfatizou que não existe qualquer vínculo entre o gabinete e as ações investigadas. Gleide destacou que Arthur Valença de Luna estava vinculado a outro gabinete no período em que os fatos ocorreram e que não tinha conhecimento das investigações no momento de sua contratação.
Assim que a situação foi tornada pública, medidas foram tomadas para garantir a transparência e o devido processo legal. A defesa de Arthur Valença de Luna ainda não se manifestou oficialmente sobre a exoneração e a investigação.
Operação Draft e seus desdobramentos
A Operação Draft foi iniciada em dezembro de 2023 e investiga um esquema de desvio de recursos na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A operação apura crimes como peculato, concussão e lavagem de dinheiro, com um prejuízo estimado de R$ 2,8 milhões. Além de Arthur Valença de Luna, outros servidores públicos e dois ex-deputados estaduais estão entre os investigados.
Os detalhes da operação revelaram que os assessores eram nomeados sem a devida prestação de serviços, recebendo salários que variavam entre R$ 6 mil e R$ 18 mil. A prática de “rachadinha” era utilizada, onde os assessores devolviam a maior parte de seus salários a um grupo criminoso. Os assessores, conhecidos como “fantasmas”, ficavam apenas com uma pequena quantia, enquanto o restante era direcionado aos operadores do esquema.
- Assessores eram nomeados sem trabalho real.
- Salários variavam entre R$ 6 mil e R$ 18 mil.
- Prática de “rachadinha” envolvia devolução de salários.
Os desvios ocorreram entre 2015 e 2019, e a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em várias localidades, incluindo Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Durante as ações, foram apreendidos valores em diferentes moedas e barras de prata, além do bloqueio de bens e contas por decisão judicial.
Impacto da exoneração na Alepe
A exoneração de Arthur Valença de Luna pode ter repercussões significativas na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade dentro da instituição. A deputada Gleide Ângelo, ao se distanciar das ações de seu assessor, tenta preservar a integridade de seu gabinete.
O caso ainda está em andamento, e a investigação da Operação Draft continua a ser acompanhada de perto pela sociedade e pela mídia. A expectativa é que novos desdobramentos surjam nos próximos dias, à medida que mais informações se tornem disponíveis.
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