Sinner e Sabalenka lideram protesto de tenistas por revisão da premiação em Wimbledon
Jannik Sinner e Aryna Sabalenka estão no comando de um movimento entre jogadores do circuito que busca pressionar os Grand Slams por uma distribuição maior das receitas dos torneios. Com a proximidade de Wimbledon, os atletas continuam um protesto simbólico iniciado em Roland Garros: as entrevistas coletivas estão sendo limitadas a 15 minutos.
Sabalenka expressou sua decepção após a eliminação em Roland Garros. A ação prossegue mesmo após a divulgação de que Wimbledon terá uma premiação recorde em 2026, totalizando 64,2 milhões de libras, o que representa um aumento de 20% em relação à edição anterior. Contudo, os tenistas acreditam que a porcentagem destinada aos atletas, cerca de 14% da receita total, ainda é insuficiente.
Sinner destacou que essa reivindicação é especialmente voltada para os jogadores que não estão no topo do ranking. – Não se trata apenas dos melhores do mundo. Muitos atletas enfrentam dificuldades para se manter no circuito, devido aos altos custos de viagens e equipe – afirmou. Sabalenka também reforçou essa mensagem, enfatizando a importância coletiva da iniciativa. – Como número 1, sinto que é meu dever dar voz àqueles que estão em posições mais baixas e enfrentam maiores dificuldades – declarou.
Jessica Pegula também se juntou ao movimento e mencionou que o protesto pode se estender até o US Open, caso as negociações com os organizadores dos quatro Grand Slams não avancem. O All England Club reagiu com surpresa e expressou estar “decepcionado” com a atitude dos atletas, ressaltando os investimentos feitos na infraestrutura do torneio, além do aumento na premiação.
O gesto de limitar o tempo das entrevistas é simbólico e visa pressionar por mudanças na divisão de receitas e melhores condições financeiras para jogadores que não estão entre os melhores.
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