Cabine acústica portátil vira negócio e atende nicho de profissionais de voz
O que começou como uma solução improvisada durante a pandemia se transformou em um empreendimento para o ator e engenheiro de som Diego Rodda, residente em São Paulo. Ao necessitar gravar dublagens fora de estúdios profissionais, ele criou uma cabine acústica portátil, que agora é comercializada para locutores, dubladores e músicos. A ideia surgiu da demanda. Com as produções exigindo gravações remotas, Diego decidiu desenvolver uma estrutura compacta que assegurasse qualidade sonora no ambiente doméstico. Em aproximadamente 25 dias, ele finalizou o primeiro modelo. “Eu sempre projetei cabines grandes para estúdios, mas nunca tinha reduzido. Resolvi estudar mais a fundo e criar uma solução que fosse leve e portátil”, explica.
De ator a empreendedor: ele criou cabine portátil e fatura com áudio
Com um investimento inicial em torno de R$ 4 mil, o protótipo evoluiu rapidamente. A primeira venda aconteceu por recomendação de uma colega — e isso se tornou o marco para transformar a ideia em um negócio. Atualmente, as cabines são personalizadas de acordo com o ambiente e o tipo de uso, com preços a partir de R$ 1.800. Existem diferentes modelos, desde versões abertas até estruturas com maior isolamento acústico, além de opções compactas para mesas. Diego gerencia todas as etapas da empresa: desde a criação até a fabricação, venda e atendimento ao cliente. A divulgação é feita principalmente por meio de recomendações, estratégia que já resultou na comercialização de 55 unidades em 2025 e um faturamento médio de cerca de R$ 15 mil mensais. “Hoje vale a pena financeiramente. A cada cabine, eu penso em como reduzir custos e facilitar para o cliente”, afirma.
A portabilidade é um dos principais diferenciais. As cabines podem ser montadas por uma única pessoa em poucos minutos e transportadas facilmente, o que amplia o uso em diversos ambientes. Com a demanda crescente, o empreendedor planeja expandir a operação e contratar funcionários. Para ele, o negócio é fruto direto da necessidade de criar soluções. “A criatividade vem da necessidade. Quando você precisa, você cria”, conclui.
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