Cafu, Roberto Carlos e Bebeto opinam sobre pausas para hidratação
Recentemente introduzidas na Copa do Mundo de 2026, as pausas para hidratação – que interrompem cada tempo dos jogos por aproximadamente três minutos – se tornaram um assunto controverso, gerando opiniões divergentes entre comentaristas, técnicos e jogadores. A medida já recebeu vaias de torcedores, como ocorreu no jogo entre Argentina e Áustria na fase de grupos. Contudo, Cafu, Roberto Carlos e Bebeto, campeões mundiais com a seleção brasileira, enxergam a iniciativa de forma positiva.
As pausas para hidratação têm gerado críticas, e a Fifa está avaliando sua aplicação na Copa Feminina. Beckham, por sua vez, tem lucrado milhões com anúncios durante esses intervalos. Durante a partida entre Inglaterra e Gana, a torcida também vaiou os momentos de hidratação.
As Lendas da Fifa, parte do programa da entidade que visa reconhecer e reunir ícones do futebol mundial, ressaltam principalmente os benefícios do descanso. Cafu comentou: – Nossa, ajuda e muito. Esses três minutos que você tem para a hidratação são fundamentais. Se na nossa época tivéssemos a tecnologia do VAR e o tempo para hidratação, ao invés de correr 20 quilômetros por jogo, eu correria 25 – brincou o ex-lateral e capitão do tetra, rindo. – Porque eu teria mais energia, estaria mais descansado, o corpo estaria melhor. Todas as mudanças que ocorrem no futebol são ótimas, desde que tragam benefícios para os atletas e para todos que assistem ao jogo – concluiu.
Bebeto também destacou a importância do descanso, especialmente em locais como os EUA, onde o calor é intenso. – Nós fomos campeões mundiais aqui, e sei que é muito calor. Agora, você tem essa pausa para reidratar os jogadores e dar uma descansada. Isso é muito significativo para o atleta.
Roberto Carlos, além de falar sobre o descanso, mencionou a oportunidade de organizar o jogo. – Na minha época, não havia essa pausa. Se tivéssemos a pausa para hidratação, poderíamos arranjar muitas situações durante a partida que, de repente, mudariam a intensidade do jogo ou o treinador poderia conversar com os jogadores e posicionar o time. – Essa parada de três minutos deve ser vista como um exemplo, e é excelente para o jogador poder respirar e voltar a acelerar o jogo. Para mim, essa parada está perfeita.
A pausa para hidratação está regulamentada para a competição em 2026, mesmo em jogos com temperatura considerada ideal. Inicialmente, a medida tinha como objetivo preservar a saúde dos atletas em condições de calor extremo, mas acabou se tornando também um momento para a venda de espaços publicitários durante os jogos, algo que foi comentado pelo zagueiro holandês Virgil van Dijk.
O calor será um dos principais desafios para os jogadores na Copa do Mundo. Nas últimas semanas, o técnico uruguaio Marcelo Bielsa criticou a medida, alegando que ela cria quatro tempos e altera a “concepção e cultura que foram construídas para interpretar o futebol”. Por outro lado, outros técnicos, como Ronald Koeman, da Holanda, e Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos, fizeram comentários positivos após vencer a Austrália em Seattle em um jogo ao meio-dia.
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