Meta e Anthropic negociam acordo de US$ 10 bilhões por aluguel de data centers

Meta está em conversas para alugar sua capacidade de processamento à Anthropic, com um acordo que pode alcançar US$ 10 bilhões.

Meta e Anthropic negociam acordo de US$ 10 bilhões por aluguel de data centers

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está em tratativas para alugar parte de sua capacidade de processamento computacional para a Anthropic, responsável pelo assistente Claude, informou um jornal nesta sexta-feira (17). De acordo com a reportagem, que se baseou em informações de três fontes que possuem conhecimento das negociações, o potencial acordo pode atingir a cifra de US$ 10 bilhões ao longo de dois anos.

Essa parceria ajudaria a Meta a diversificar suas fontes de receita além da publicidade, permitindo que a empresa gerasse renda com sua infraestrutura e competisse com organizações como a CoreWeave e a Nebius, que oferecem serviços de nuvem voltados para aplicações de inteligência artificial. A Anthropic faria pagamentos à Meta em parcelas mensais durante o período de dois anos, embora os termos ainda possam ser ajustados, conforme indicado pelo jornal. Além disso, foi mencionado que ambas as empresas teriam a opção de encerrar o acordo antes do prazo.

Segundo a reportagem, a proposta da Anthropic foi feita em junho, e a Meta está atualmente avaliando a sugestão. Contudo, as negociações se tornaram mais complicadas, pois a Meta ainda não possui um modelo de negócios estruturado para comercializar sua capacidade de processamento computacional. O mesmo veículo de comunicação destacou que as conversas ainda estão em fase inicial e podem não resultar em um acordo definitivo.

A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a Anthropic optou por não se manifestar. A informação não foi confirmada de forma independente.

Esse potencial acordo segue uma estratégia recentemente adotada pela Anthropic, que está se preparando para abrir seu capital e começou a utilizar toda a capacidade de um data center da SpaceX, de Elon Musk, localizado em Memphis, nos Estados Unidos. Em uma reunião com acionistas, Mark Zuckerberg afirmou que a entrada da empresa no mercado de computação em nuvem é “definitivamente uma possibilidade”. Segundo ele, diversas empresas buscam a Meta “quase todas as semanas” para adquirir acesso a seus modelos de IA ou à capacidade ociosa de processamento. No início deste mês, um veículo de notícias informou que a Meta estava desenvolvendo um negócio de computação em nuvem para comercializar sua capacidade excedente de processamento e hospedar modelos de inteligência artificial para desenvolvedores.

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Em Foco Hoje Redação
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