OMS confirma mais de mil mortes por Ebola no Congo e em Uganda
Trabalhadores da Cruz Vermelha se preparam para enterrar Vanisa Anifa, uma menina de 6 meses que faleceu devido ao Ebola, no Cemitério de Bigo, em Bunia, Congo, na sexta-feira, 19 de junho. O surto de Ebola, que foi declarado em maio, causou a morte de mais de mil pessoas na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, conforme informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (22). Ao todo, 2.473 casos do vírus letal foram confirmados na RDC, com 999 mortes, enquanto Uganda registrou 20 casos, incluindo duas mortes, segundo um relatório da OMS baseado em dados oficiais de ambos os países.
O décimo sétimo surto de Ebola na RDC foi declarado em 15 de maio, após várias mortes em Ituri, e continua concentrado nesta província do nordeste, que é rica em minerais e enfrenta desafios devido a grupos armados. Casos da doença, que se propaga por contato próximo e fluidos corporais infectados, também foram identificados em outras quatro províncias da RDC. Os casos registrados em Uganda eram, em sua maioria, de cidadãos congoleses que atravessaram a fronteira. O país afirma que está há três semanas sem registrar novas infecções.
Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o surto, no último mês, “se espalhou mais rapidamente do que qualquer surto anterior” da doença. Apesar da resposta intensificada, “o surto ainda está à nossa frente e ainda estamos na fase de recuperação”, afirmou na terça-feira Thierno Balde, coordenador da OMS para a gestão da cepa Bundibugyo na RDC. Atualmente, não há vacina ou tratamento aprovado para a cepa Bundibugyo, que é responsável por este surto. Contudo, a OMS observou “avanços promissores”, com testes em andamento de dois tratamentos potenciais, uma vacina e uma profilaxia pós-exposição no terreno. Para mais notícias acesse emfocohoje.com.br. Confira também outros conteúdos em centralnerdverse.com.br.



