Bum Bum Tam Tam: da flautinha de Bach a um dos maiores funks do Brasil
O compositor alemão Johann Sebastian Bach, no século XVIII, ao criar a “Partita em Lá Menor”, sem saber, iniciou a trajetória de um dos funks mais cativantes da história. Este artigo faz parte da série “20 hits em 20 anos”, disponível no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, que pode ser baixado gratuitamente no seu celular. No app, você pode acompanhar o palco do “20 hits em 20 anos” para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop aqui!
A história do sucesso de 2017 começa com o cantor paulista Leandro Aparecido Ferreira, conhecido como MC Fioti. Enquanto estava em um estúdio na Zona Leste de São Paulo, ele estava navegando na internet e encontrou uma gravação da flauta da “Partita em Lá Menor”, uma obra de Bach composta por volta de 1726. Naquele instante, Fioti percebeu que o trecho da flauta poderia ser um excelente sample. E ele estava absolutamente certo.
MC Fioti produziu ‘Bum Bum Tam Tam’ utilizando um celular, já que não dispunha de um microfone. Inspirado, o produtor fez uso dos recursos que tinha à disposição: um celular como microfone e um computador portátil que, segundo ele, estava “repleto de vírus”, como relatou. A canção foi finalizada em apenas um dia e, no dia seguinte, já estava disponível no YouTube.
O sucesso foi instantâneo, e ao ouvir a música, é fácil entender o motivo. Com uma execução primorosa do sample, “Bum Bum Tam Tam” apresenta uma produção minimalista e incorpora elementos do trap, além de diversos efeitos vocais que fazem o som ressoar. “Bum Bum Tam Tam” se tornou o primeiro videoclipe de um artista brasileiro a atingir a marca de um bilhão de visualizações no YouTube, alcançando um nível de sucesso global sem precedentes para o funk até aquele momento. A canção também ganhou versões internacionais, com participações de artistas como Future, J Balvin e até um remix de David Guetta.
O sucesso não parou por aí. Anos depois, a música foi tema de uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se tornou o hino da vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19. A “flauta envolvente” definitivamente se consolidou na história.
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