Advogado com nanismo enfrenta discriminação em concurso para delegado

Advogado com nanismo denuncia discriminação em concurso para delegado após ser eliminado em teste físico.

Advogado com nanismo Matheus Menezes, de 25 anos, relatou que foi alvo de discriminação ao ser eliminado de um concurso para delegado em Minas Gerais. A desclassificação ocorreu durante o Teste de Aptidão Física (TAF), onde a prova exigia um salto de 1,65 m, uma altura que não era compatível com sua condição física.

Matheus já havia sido aprovado nas etapas anteriores do concurso, que incluíam provas de flexões e corrida. Ele expressou sua indignação ao afirmar que a banca poderia ter feito ajustes simples, como reduzir a altura do salto ou aumentar o tempo para a corrida de 50 metros, o que teria possibilitado sua participação. “Era a coisa mais simples que a banca poderia fazer”, declarou em uma entrevista.

Advogado com nanismo pede adaptação no TAF

Antes da realização do teste, Matheus solicitou adaptações para o TAF, apresentando laudos médicos que comprovavam sua condição. No entanto, a organização do concurso não atendeu ao seu pedido. Após a desclassificação, ele não teve a oportunidade de realizar a última etapa do teste, o que gerou um sentimento de injustiça.

A Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso, afirmou que seguiu as diretrizes do edital e que não havia previsão para adaptações nas etapas do exame. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, Matheus foi aprovado nas provas objetiva, discursiva e oral, além dos exames biomédicos, mas foi considerado inapto na fase dos exames biofísicos.

Impacto da discriminação na carreira de Matheus

Matheus Menezes decidiu tornar público seu caso para dar voz a outros candidatos com deficiência que também enfrentaram situações semelhantes. Em suas palavras, “Não foi só comigo, foram vários candidatos PCD”. Ele também levou o caso ao Ministério Público de Minas Gerais, mas a manifestação foi arquivada, o que não o desmotivou a continuar lutando por seus direitos.

Ele ressaltou que a Constituição e as leis garantem adaptações para pessoas com deficiência, e que a aplicação de critérios físicos sem uma avaliação individualizada pode ser considerada discriminação. O Instituto Nacional de Nanismo se manifestou publicamente em apoio a Matheus, criticando a falta de adaptações nos testes físicos.

O sonho de ser delegado

Apesar da eliminação no teste físico, Matheus reafirma que seu sonho de se tornar delegado permanece intacto. Ele compartilhou que ser delegado é o maior desejo de sua vida e que sua altura não será um obstáculo para alcançar esse objetivo. “Quero essa carreira porque sempre tive vontade de trabalhar na área, investigando e combatendo o crime”, afirmou.

Matheus aguarda agora uma resposta da Justiça sobre seu caso, buscando garantir que seus direitos sejam respeitados. A luta por inclusão e igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência é um tema que merece atenção e discussão, especialmente em processos seletivos que envolvem a segurança pública.

Para mais informações sobre inclusão e direitos das pessoas com deficiência, você pode acessar o site do governo. Além disso, você pode acompanhar mais notícias e atualizações sobre o caso de Matheus em Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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