A agressão homofóbica em Mesquita gerou revolta e preocupação na comunidade. Um designer de moda foi atacado em um bar, resultando em ferimentos graves que exigiram 35 pontos em seu rosto. O incidente ocorreu na madrugada de uma sexta-feira, quando a vítima, Michel Fernandes Cardoso, estava visitando familiares na cidade.
Michel, que reside no Rio Grande do Sul, decidiu sair para um bar próximo à casa de sua mãe. Durante sua estadia, ele começou a ouvir comentários homofóbicos de um homem que estava acompanhado de sua esposa e filho. Ao confrontar o agressor sobre os comentários, a situação rapidamente se deteriorou.
Agressão em Bar de Mesquita
O designer relatou que o homem, ao ser questionado, ficou agressivo e partiu para a violência. Michel foi golpeado com um soco na boca e, em seguida, o agressor o agarrou pelo pescoço. O ataque se intensificou quando o homem quebrou uma garrafa de vidro contra a parede e começou a desferir golpes no rosto de Michel. Ele descreveu a cena como uma tentativa clara de desfiguração.
As agressões só cessaram após a intervenção da esposa do agressor, que percebeu a gravidade da situação. Michel contou que havia cerca de dez pessoas no bar, mas nenhuma delas tentou intervir ou ajudar. Mesmo ferido, ele conseguiu se defender arremessando uma cadeira contra o atacante e fugiu do local.
Consequências do Ataque
Durante a fuga, Michel desmaiou e foi socorrido por uma mulher em situação de rua. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Edson Passos, onde recebeu os cuidados médicos necessários. O caso foi registrado na 53ª Delegacia de Polícia de Mesquita, onde Michel prestou depoimento.
Em seu relato à polícia, o suspeito negou que a agressão tivesse motivações homofóbicas. Contudo, a Polícia Militar foi acionada e confirmou que Michel havia relatado a agressão como um ataque motivado por sua orientação sexual. A Polícia Civil está investigando o caso e buscando imagens de câmeras de segurança e testemunhas para esclarecer os fatos.
Suporte à Vítima
A Coordenadoria de Diversidade Sexual de Mesquita está acompanhando o caso. Michel recebeu atendimento especializado por meio do Centro de Cidadania LGBTQIAPN+ Baixada III e do programa Rio Sem LGBTIfobia, que oferece apoio jurídico e psicológico. Ele expressou sua dor e indignação em relação ao crime de ódio que sofreu.
“Isso é um crime de ódio, um crime hediondo, e é muito doloroso. Faço um apelo a quem está assistindo: parem de matar a gente. A gente não quer nada além de viver — viver nossa vida, ser quem a gente é — sem ouvir barbaridades e sem sofrer violência. Por favor, parem de nos matar”, declarou Michel.
O caso de Michel é um lembrete da necessidade urgente de combater a homofobia e a violência contra a comunidade LGBTQIAPN+. A sociedade deve se unir para criar um ambiente seguro e acolhedor para todos. Para mais informações sobre direitos e apoio à comunidade LGBTQIAPN+, você pode acessar este link.
Além disso, é fundamental que a sociedade se mobilize para que casos como o de Michel não se repitam. É preciso que todos se unam na luta contra a homofobia e a violência, promovendo respeito e aceitação. Para mais notícias e atualizações sobre temas relevantes, acesse Em Foco Hoje.



