A descoberta de uma nova espécie de anfíbio herbívoro Brasil tem chamado a atenção da comunidade científica. Essa espécie, que viveu há mais de 280 milhões de anos, foi identificada a partir de fósseis encontrados nos estados do Piauí e Maranhão. O estudo que levou a essa descoberta durou uma década e foi coordenado pelo professor Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
A pesquisa começou em 2012, quando o primeiro fóssil de mandíbula do anfíbio foi localizado em Pastos Bons, no Maranhão. Desde então, foram descobertos um total de nove mandíbulas, a única parte do corpo que restou desse animal. As escavações ocorreram em várias localidades, incluindo os municípios de Nazária (PI) e Timon (MA).
Estudo pioneiro sobre anfíbios herbívoros
O projeto de pesquisa é considerado pioneiro, especialmente no que diz respeito ao estudo de anfíbios herbívoros. O professor Cisneros destaca que, enquanto o hemisfério norte possui uma vasta quantidade de estudos sobre essa época, a América do Sul ainda é um território pouco explorado nesse aspecto. Ele afirma: “Esse período é reconhecido e extensivamente estudado por cientistas, mas as pesquisas concentram-se no hemisfério norte. Na América do Sul, a investigação é notavelmente escassa e o estudo é limitado.”
O anfíbio herbívoro descoberto é o mais antigo conhecido com essa característica, alimentando-se de folhas e frutas. A pesquisa foi publicada na revista científica internacional Proceedings of the Royal Society B, em março. Os pesquisadores classificaram o anfíbio como um tetrápode basal, o que significa que ele mantém características primitivas.
Características anatômicas do anfíbio
Os cientistas descrevem o anfíbio como “bizarro” devido a suas características anatômicas incomuns. A mandíbula irregular e os dentes projetados para os lados são algumas das peculiaridades que chamam a atenção. O nome da espécie foi escolhido para refletir sua morfologia, significando “mandíbula que mora no rio”.
- Fósseis encontrados em Pastos Bons (MA)
- Pesquisa coordenada por Juan Carlos Cisneros
- Estudo de dez anos com colaboração internacional
As escavações e a pesquisa contaram com a colaboração de instituições de vários países, incluindo Estados Unidos, Argentina, Alemanha, África do Sul e Reino Unido. O professor Cisneros, naturalizado brasileiro, enfatiza a importância do estudo para a compreensão da biodiversidade que existiu antes da era dos dinossauros.
Impacto das descobertas para a ciência
A descoberta do anfíbio herbívoro Brasil abre novas possibilidades para pesquisas futuras. Os fósseis encontrados até agora não apenas fornecem informações sobre a biologia e ecologia desse grupo de animais, mas também ajudam a entender a evolução dos anfíbios. O professor Cisneros acredita que a pesquisa pode inspirar outros cientistas a explorar mais a fundo a história da vida na América do Sul.
Além disso, a divulgação dessas descobertas pode aumentar o interesse público pela paleontologia e pela história natural do Brasil. O conhecimento sobre a biodiversidade do passado é fundamental para a conservação das espécies atuais e para a compreensão das mudanças ambientais ao longo do tempo.
Para mais informações sobre a pesquisa e suas implicações, você pode visitar este link. Para entender melhor a importância da paleontologia, acesse também o site da Natural History Museum.


