Atraso no seguro-defeso impacta pescadores de Uruguaiana durante Semana Santa

O atraso no seguro-defeso traz desafios para pescadores de Uruguaiana, que dependem da atividade pesqueira para sua sobrevivência.

O atraso no seguro-defeso tem gerado sérias dificuldades para os pescadores de Uruguaiana, especialmente em um período crítico como a Semana Santa. Essa situação tem sido um desafio para muitas famílias que dependem da pesca como sua principal fonte de renda.

Atraso seguro-defeso e suas consequências

A Feira do Peixe de Uruguaiana, localizada na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, é um ponto vital para os pescadores artesanais da região. Neste ano, a falta de pagamento do seguro-defeso durante a piracema tem afetado diretamente a produção de pescado e a renda das famílias envolvidas na pesca.

Uruguaiana conta com aproximadamente 400 pescadores artesanais registrados, dos quais cerca de 200 dependem exclusivamente da pesca para sustentar suas famílias. O não recebimento do seguro-defeso tem gerado um impacto significativo na vida desses trabalhadores, que enfrentam dificuldades financeiras.

Desafios enfrentados pelos pescadores

O Ministério do Trabalho assumiu a responsabilidade pelo pagamento do seguro-defeso em novembro do ano anterior. Contudo, muitos pescadores da Fronteira Oeste ainda não receberam o benefício, pois seus pedidos foram feitos antes da mudança, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era o responsável.

Paulo Vicente Benitez, um dos pescadores que participa da feira, compartilha sua experiência. Ele afirma que não recebeu o seguro-defeso neste ano e que a falta desse recurso dificultou a manutenção de sua família durante o período em que a pesca é proibida. “Tinha umas economias que se foram. Foi o que me salvou, mas muitos não tiveram como fazer essas economias”, relata.

Impacto na saúde e na produção

Outra pescadora, Márcia Ibaldi, também não recebeu o seguro-defeso e enfrenta um câncer. Ela menciona que a falta de recursos a impediu de realizar exames médicos essenciais. “Como não estava caindo peixe quando abriu a pesca, foi bem dificultoso, porque não tinha dinheiro pra fazer os exames, tinha que arrumar emprestado. Agora que começaram a cair os peixes, está dando uma melhoradinha”, diz.

Feira do Peixe como alternativa

A Feira do Peixe, que conta com 12 bancas neste ano, oferece uma variedade de produtos. Os consumidores podem encontrar peixe inteiro, em porções, escamado e filés. Além disso, há opções prontas, como empanados, pastéis, lasanha e torta fria, todos preparados com peixe.

A Feira do Peixe é uma oportunidade para os pescadores gerarem alguma renda em meio às dificuldades. Apesar do atraso no seguro-defeso, a feira se torna um alívio temporário para muitos. Para mais informações sobre o seguro-defeso, você pode acessar o site do governo.

Além disso, os pescadores e suas famílias esperam que a situação se normalize em breve. O apoio da comunidade e a realização da feira são fundamentais para a sobrevivência desses trabalhadores. Para mais notícias sobre a região, acesse Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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