A situação envolvendo o bebê morto na UPA em BH gerou grande comoção e preocupação na comunidade. O caso, que envolve questões graves de violência e negligência, está sendo investigado pela Polícia Civil.
Na noite de uma terça-feira, um bebê de um ano e oito meses foi levado à UPA Oeste, em Belo Horizonte, já sem vida. O padrasto, de 32 anos, foi quem transportou a criança para a unidade de saúde, mas, segundo os médicos, o menino já estava sem sinais vitais há aproximadamente uma hora.
Bebê morto UPA BH: Sinais de violência
Ao chegar à UPA, a equipe médica constatou que a criança apresentava diversos sinais de agressão. Entre as lesões observadas estavam hematomas pelo corpo, sangramentos no nariz e na fralda, além de um olho roxo e sinais claros de desnutrição.
O que alegou o padrasto?
O padrasto, ao ser interrogado pela polícia, informou que o bebê havia se engasgado enquanto estava sozinho em casa. Ele alegou que saiu para visitar a mãe da criança, que estava em trabalho de parto, e ao retornar encontrou o menino desacordado.
Prisão dos responsáveis
Inicialmente, o padrasto foi ouvido e liberado. Contudo, após o início das investigações, tanto ele quanto a mãe, de 26 anos, foram detidos no dia seguinte. A prisão ocorreu no Instituto Médico Legal (IML), onde o casal estava realizando o reconhecimento do corpo do bebê.
Constatações da Polícia Civil
Após a detenção, a Polícia Civil de Minas Gerais divulgou que as informações preliminares do IML indicaram que as lesões encontradas no corpo da criança eram incompatíveis com um acidente. As evidências apontam para agressões frequentes, e a possível causa da morte foi identificada como hemorragia interna.
O delegado Matheus Moraes Marques, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que as lesões eram de diferentes períodos, sugerindo um histórico de violência. Ele destacou que o padrasto teria agredido a criança de forma severa, resultando em sua morte.
Depoimento da mãe
Testemunhas relataram que a mãe do bebê havia saído para dar à luz e deixou os outros filhos sob os cuidados do padrasto. Uma das crianças, com quatro anos, foi encontrada em condições precárias e encaminhada ao Conselho Tutelar. O delegado também mencionou que a mãe tinha conhecimento das agressões e, inicialmente, tentou apresentar uma versão falsa dos fatos, mas depois mudou seu depoimento, tentando isentar o padrasto da culpa.
Crimes em investigação
O padrasto enfrenta acusações de homicídio qualificado, enquanto a mãe deve responder por maus-tratos que resultaram na morte da criança. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a mãe pode ser transferida para um centro prisional específico para gestantes, dependendo da decisão judicial.
O caso do bebê morto na UPA em BH levanta questões importantes sobre a proteção das crianças e a necessidade de um olhar atento para casos de violência familiar. A sociedade aguarda ansiosamente por desdobramentos e justiça para a criança.
Para mais informações sobre segurança e direitos das crianças, você pode visitar o site do UNICEF. Além disso, acompanhe as atualizações sobre o caso em Em Foco Hoje.



