Bloqueio de R$ 2,3 milhões solicitado pela DPE
A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) tomou uma medida drástica ao solicitar à Justiça o bloqueio imediato de R$ 2,3 milhões do orçamento da Prefeitura de Belém. Essa ação visa responsabilizar o prefeito Igor Normando (MDB) pelo não cumprimento dos prazos estabelecidos para a reabertura do Restaurante Popular, que permanece fechado desde janeiro de 2025.
De acordo com a DPE, a prefeitura ignorou uma decisão judicial que exigia a reativação do serviço em um prazo de 90 dias. A solicitação foi feita no dia 3 de outubro, após a constatação de que o município não respeitou os prazos determinados pela Justiça, que incluem datas específicas como 1º de novembro de 2025 e 4 de dezembro de 2025.
Impacto do fechamento do Restaurante Popular
O fechamento do Restaurante Popular em Belém tem gerado um impacto significativo na comunidade. O espaço, que deveria oferecer refeições a preços acessíveis, está inativo, afetando diretamente a população mais vulnerável da capital. Para muitos, o restaurante representa a única oportunidade de ter uma refeição adequada durante o dia.
A DPE destaca que a situação é ainda mais preocupante, pois a insegurança alimentar tem se agravado na cidade. Crianças, idosos e pessoas em situação de rua são os mais afetados por essa paralisação, que se arrasta por meses sem uma solução efetiva.
Medidas solicitadas pela DPE
Diante do cenário de descumprimento, a DPE apresentou uma série de solicitações à Justiça. Entre as medidas propostas estão:
- Bloqueio imediato dos R$ 2,3 milhões destinados ao restaurante, com uso exclusivo para o serviço.
- Aumento da multa diária já aplicada à Prefeitura.
- Responsabilização pessoal do prefeito pelo não cumprimento da ordem judicial.
- Comunicação ao Ministério Público para investigar possíveis irregularidades administrativas.
A Defensoria também pede que o Tribunal de Contas analise a situação, considerando a omissão na execução da despesa. Para a DPE, a falta de ação da prefeitura compromete a autoridade judicial e o direito à alimentação da população vulnerável.
Posicionamento da Prefeitura de Belém
Em resposta à solicitação da DPE, a Prefeitura de Belém informou que está em fase de finalização das obras do novo Restaurante Popular, com previsão de entrega até o final de março de 2026. A gestão municipal afirma que está adotando medidas administrativas e operacionais para garantir o atendimento à população em situação de vulnerabilidade social.
A prefeitura ressalta que a reestruturação do serviço está em andamento e que, além do restaurante, foi inaugurado o Espaço Acolher, que oferece refeições diárias e condições dignas para a população em situação de rua. O novo restaurante será localizado na antiga Estação Gumercindo Rodriguez, com capacidade para atender mais de 120 usuários simultaneamente.
Desdobramentos e perspectivas futuras
O desfecho dessa situação pode ter implicações significativas para a política pública de assistência social em Belém. A DPE espera que as medidas solicitadas sejam atendidas para que a reabertura do Restaurante Popular ocorra o mais rápido possível, garantindo assim o direito à alimentação da população carente.
Além disso, a prefeitura planeja expandir suas ações, incluindo a criação de cozinhas solidárias em áreas com maior vulnerabilidade social. Essas iniciativas visam fortalecer a rede de apoio à população que mais precisa, especialmente em tempos de crise.
Perguntas frequentes
Qual é a razão do bloqueio de R$ 2,3 milhões?
O bloqueio foi solicitado pela DPE devido ao fechamento do Restaurante Popular e ao descumprimento de prazos estabelecidos pela Justiça.
Quando o Restaurante Popular deve ser reaberto?
A prefeitura informou que o novo Restaurante Popular deve ser entregue até o final de março de 2026.
Quais são as consequências do fechamento do restaurante?
O fechamento afeta diretamente a população vulnerável, aumentando a insegurança alimentar e limitando o acesso a refeições adequadas.



