O cartão de crédito rotativo tem se tornado um tema central nas discussões sobre endividamento no Brasil. Com um crescimento significativo, essa modalidade de crédito se destaca como uma das mais onerosas do mercado financeiro, especialmente após a pandemia.
Cartão de crédito rotativo e seu impacto
Após o fim da pandemia, o uso do cartão de crédito rotativo disparou, alcançando números alarmantes. O Banco Central revelou que essa linha de crédito ultrapassou R$ 400 bilhões, refletindo a crescente dependência da população por esse tipo de financiamento. Essa situação é preocupante, pois muitos brasileiros estão enfrentando dificuldades financeiras devido aos altos juros.
Uso do cartão de crédito no Brasil
Atualmente, cerca de 101 milhões de brasileiros possuem cartão de crédito, o que representa quase metade da população. Desses, aproximadamente 40 milhões estão endividados com o cartão de crédito rotativo. A taxa de inadimplência nessa modalidade é alarmante, atingindo 63,5%, o que significa que uma parte significativa dos empréstimos não está sendo quitada.
Taxas de juros e inadimplência
Os juros do cartão de crédito rotativo são os mais altos do mercado, com uma taxa que pode chegar a 436% ao ano. Em comparação, outras modalidades de crédito, como o crédito consignado, apresentam taxas bem mais baixas, variando entre 24% e 60% ao ano. Essa diferença torna o cartão de crédito rotativo uma opção arriscada para quem não consegue pagar o valor total da fatura.
Medidas do governo para conter o endividamento
Neste ano, o governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está implementando medidas para reduzir o endividamento da população. Uma das principais ações foi a limitação do endividamento no cartão de crédito rotativo, onde o valor da dívida não pode ultrapassar o dobro do valor original. Por exemplo, se a dívida inicial for de R$ 100, o total com juros não poderá exceder R$ 200.
Alternativas ao crédito rotativo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a importância de discutir alternativas mais saudáveis para o acesso ao crédito. Ele mencionou que muitos brasileiros estão utilizando linhas de crédito emergenciais como parte de sua renda, o que não é sustentável a longo prazo. A proposta é desenvolver opções de crédito que sejam mais adequadas à realidade financeira dos cidadãos.
O papel do crédito consignado
Para facilitar o acesso ao crédito com taxas mais baixas, o governo lançou um programa de crédito consignado, que já liberou mais de R$ 80 bilhões. Essa modalidade é vista como uma alternativa viável para quem precisa de crédito sem se endividar excessivamente. Além disso, a regulamentação do uso do saldo do FGTS como garantia para empréstimos está em discussão, o que pode ajudar a reduzir os juros.
Histórico do cartão de crédito rotativo
Entre 2012 e 2020, o valor concedido por meio do cartão de crédito rotativo não ultrapassou R$ 225 bilhões em um único ano. No entanto, com o fim do Auxílio Emergencial e o retorno de uma inflação elevada, as concessões dispararam. O aumento da inflação, que chegou a mais de 10% em 2021, contribuiu para a pressão sobre as finanças pessoais dos brasileiros.
Soluções em análise
O governo está considerando um novo programa que visa unificar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma única linha de crédito, com descontos de juros que podem variar de 30% a 90%. Essa estratégia busca aliviar a pressão financeira sobre os cidadãos e facilitar a quitação de dívidas.
Para mais informações sobre o endividamento no Brasil e as medidas do governo, acesse Em Foco Hoje. Além disso, você pode conferir dados sobre o crédito no Brasil no site do Banco Central.



