A cheia do Rio Juruá tem causado grandes impactos em Cruzeiro do Sul, no Acre. Atualmente, mais de 28 mil pessoas estão sendo afetadas pela elevação do nível das águas. Na manhã deste sábado (4), o rio alcançou 14,15 metros, superando a cota de transbordo, que é de 13 metros.
De acordo com informações da Defesa Civil, 7.087 famílias estão enfrentando dificuldades devido à cheia, que se estende por diversas áreas urbanas e rurais do município. O número de famílias desalojadas já chega a 624, refletindo a gravidade da situação.
Cheia do Rio Juruá e suas consequências
O aumento no número de afetados pela cheia do Rio Juruá tem sido alarmante. Em menos de 24 horas, o total de famílias desabrigadas subiu de 21 para 50. Essas pessoas estão sendo acolhidas em abrigos temporários montados pela prefeitura ou estão na casa de parentes.
As aulas nas escolas que servem como abrigos serão suspensas assim que as famílias começarem a ser acomodadas. Os locais designados para abrigar os desabrigados incluem:
- Escola Municipal Rita de Cássia, no bairro Cruzeirão;
- Escola Municipal Corazita Negreiros, no bairro Cobal;
- Escola Municipal Padre Arnoud, no bairro Nossa Senhora das Graças;
- Escola Municipal Thaumaturgo de Azevedo, no bairro Alumínio;
- Escola Estadual Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal.
A Defesa Civil também informou que, além do Rio Juruá, outros rios na região, como Croa e Juruá Mirim, estão apresentando elevações em seus níveis. As áreas urbanas afetadas incluem os bairros Remanso, Várzea, Olivença, entre outros.
Assistência às famílias afetadas
Com a cheia do Rio Juruá, a situação de abastecimento de água se tornou crítica. O Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) implementou ações emergenciais para garantir que as famílias afetadas recebam água potável. A distribuição é realizada por meio de caminhões-pipa nas áreas mais atingidas.
É importante ressaltar que a interrupção do fornecimento de água pela rede pública ocorre em áreas alagadas, com o intuito de evitar a contaminação da água tratada. Assim, o abastecimento alternativo é essencial para garantir que as famílias tenham acesso à água segura para consumo.
Histórico de cheias no Rio Juruá
Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul se dá entre o final de fevereiro e o início de março. Nos últimos anos, as primeiras remoções de famílias costumam ocorrer quando o nível do rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros.
No dia 17 de janeiro, uma cheia anterior já havia afetado cerca de 1.650 famílias, totalizando aproximadamente 6.600 pessoas. A situação levou a prefeitura a decretar estado de emergência devido aos danos causados pelas inundações.
Com a cheia do Rio Juruá, as autoridades locais estão monitorando a situação e oferecendo assistência às famílias afetadas. A remoção dos moradores começou na última terça-feira (31), e a Defesa Civil continua a acompanhar a evolução da cheia.
As comunidades rurais também não estão imunes aos efeitos da cheia. Várias localidades, como Centrinho, Tapiri e Humaitá do Moa, enfrentam dificuldades devido ao aumento das águas. A assistência social está sendo oferecida para ajudar os moradores a lidarem com essa situação adversa.
À medida que a cheia do Rio Juruá avança, a mobilização das autoridades e a solidariedade da comunidade são fundamentais para minimizar os impactos dessa tragédia. Para mais informações sobre a situação hídrica no Brasil, você pode acessar o site da Agência Nacional de Águas.
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