Corrupção na Polícia Civil de SP
A corrupção na Polícia Civil de SP ganhou novos contornos com a prisão de Antonio Carlos Ubaldo Júnior, um ex-funcionário do gabinete do deputado Rodrigo Moraes. A operação, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo, resultou na detenção de Ubaldo, que é acusado de intermediar pagamentos de propina a policiais civis.
Esse caso é parte de um esquema mais amplo que envolve a prática de corrupção na instituição policial, onde Ubaldo teria atuado como facilitador de pagamentos para evitar investigações contra indivíduos alvos de inquéritos. O deputado Rodrigo Moraes, do PL, já teve outros ex-colaboradores mencionados em investigações de corrupção, aumentando a preocupação sobre a integridade de sua equipe.
Detalhes da Prisão de Antonio Carlos Ubaldo Júnior
A prisão de Ubaldo ocorreu em uma operação que identificou um esquema de corrupção sistemático dentro da Polícia Civil de São Paulo. Ele ocupava o cargo de assistente parlamentar II no gabinete de Rodrigo Moraes, onde trabalhou entre abril de 2023 e junho de 2024. A PF descreve a organização criminosa como um grupo que prometia e realizava pagamentos indevidos a policiais civis, visando influenciar investigações.
Durante a operação, nove pessoas foram presas, incluindo quatro policiais civis. A PF revelou que a organização tinha como alvo delegacias especializadas e distritais, comprometendo a integridade das investigações realizadas por esses órgãos.
Histórico de Corrupção no Gabinete de Rodrigo Moraes
Antonio Carlos Ubaldo Júnior é o quarto ex-integrante do gabinete de Rodrigo Moraes a ser implicado em casos de corrupção. Em investigações anteriores, outros ex-funcionários também foram citados, como Paulo Iran Paulino Costa, que atuou como operador de um esquema de propinas em São Bernardo do Campo. Este esquema, que supostamente envolvia o prefeito Marcelo Lima, resultou na descoberta de mais de R$ 14 milhões em dinheiro vivo.
Além de Ubaldo e Paulo Iran, outros dois ex-colaboradores de Moraes, Nathalia Carolina da Silva Souza e Rodolfo Marinho da Silva, também estão sendo investigados por suas ligações com contratos milionários na SPTuris. A Controladoria Geral do Município está analisando esses contratos, que somam quase R$ 240 milhões, levantando questões sobre a transparência e a legalidade das operações.
Reação do Gabinete do Deputado
Em resposta às acusações, o gabinete de Rodrigo Moraes divulgou uma nota enfatizando que nenhum dos servidores mencionados atualmente faz parte de sua equipe. O deputado reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência, destacando que as investigações são de responsabilidade individual e que sua equipe segue critérios legais e administrativos na escolha de colaboradores.
A nota também esclareceu que o ex-servidor mencionado atuou por um período limitado e não possui mais vínculo com a equipe parlamentar. Moraes se colocou à disposição para esclarecer qualquer dúvida sobre as investigações.
Perguntas frequentes
Qual é a acusação contra Antonio Carlos Ubaldo Júnior?
Antonio Carlos Ubaldo Júnior é acusado de intermediar pagamentos de propina a policiais civis para evitar investigações.
Quantas pessoas foram presas na operação?
Nove pessoas foram presas, incluindo quatro policiais civis.
O que diz o gabinete do deputado Rodrigo Moraes sobre as acusações?
O gabinete afirma que nenhum dos servidores mencionados atualmente faz parte da equipe e reafirma seu compromisso com a legalidade.
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Para mais informações sobre a situação da corrupção na Polícia Civil de SP, você pode acessar o site da Polícia Federal. Para notícias atualizadas, visite Em Foco Hoje.



