O criadouro de macacos-prego, localizado em Xanxerê, foi desativado devido a condições de maus-tratos severos. Essa ação, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), marca um importante passo na proteção da fauna silvestre no Brasil.
Criadouro de macacos-prego desativado
Recentemente, o Ibama concluiu uma operação que resultou no fechamento do último criadouro de macacos-prego do país. Os animais encontrados nas instalações estavam em péssimas condições, apresentando sinais de desnutrição e estresse. Além disso, muitos deles não tinham acesso à luz solar, o que é essencial para a saúde dos primatas.
Condições inadequadas no criadouro
Os macacos-prego eram mantidos em gaiolas pequenas, que não permitiam movimentos básicos. A separação precoce dos filhotes de suas mães foi uma das práticas mais alarmantes constatadas pelos fiscais. Essa separação pode causar traumas irreparáveis nos jovens primatas, comprometendo seu desenvolvimento social e emocional.
Resgate e reabilitação dos macacos
Após a desativação do criadouro, os 26 macacos-prego restantes foram resgatados e levados para uma instituição especializada em reabilitação de fauna. Nesse novo ambiente, os animais terão acesso a espaços amplos, vegetação e estruturas que permitem a escalada, essenciais para o bem-estar dos primatas.
Impacto do manejo inadequado
O manejo dos macacos-prego no criadouro era descrito como baseado no medo. Os animais eram tratados como mercadorias, com o foco na reprodução e venda. A fiscal que acompanhou a operação relatou que o estresse era tão intenso que os macacos apresentavam comportamentos típicos de cativeiro inadequado, como aversão a pessoas e medo exacerbado.
Colaboração de instituições
A operação de resgate contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e de outras instituições, como o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC) e a Polícia Militar Ambiental. Essa colaboração foi crucial para garantir a segurança dos animais durante o processo de resgate.
Consequências da domesticação de primatas
A criação de macacos-prego como animais de estimação é desaconselhada por órgãos ambientais. Isso ocorre porque a domesticação compromete os comportamentos naturais dos primatas e pode levar a situações de maus-tratos. O manejo inadequado frequentemente resulta em riscos sanitários e problemas de saúde para os animais.
Um novo começo para os macacos-prego
Com a transferência para a instituição de reabilitação, os macacos-prego terão a chance de se recuperar e voltar a viver de forma social, o que é fundamental para a saúde mental e física dos primatas. Eles poderão formar bandos e interagir com outros da mesma espécie, o que é essencial para o seu bem-estar.
A situação do criadouro de macacos-prego em Xanxerê é um alerta sobre a importância da fiscalização e do cuidado com a fauna silvestre. A proteção dos animais é uma responsabilidade coletiva e ações como essa são fundamentais para garantir que práticas abusivas não se repitam. Para mais informações sobre a preservação da fauna, visite Em Foco Hoje e conheça as iniciativas em andamento.
Além disso, você pode acessar informações relevantes sobre a fauna brasileira no site do ICMBio, que oferece dados e orientações sobre a conservação de espécies.



