Dívidas milionárias em SC afetam filhas de sócios menores de idade

Dívidas milionárias em SC afetam filhas que se tornaram sócias de empresas na infância.

Dívidas milionárias em SC têm afetado a vida de jovens que foram colocadas como sócias de empresas ainda na infância. Essa situação levanta preocupações sobre as implicações legais e financeiras para os menores de idade.

Dívidas milionárias em SC e a situação das jovens

Em Santa Catarina, cerca de 8 mil empresas possuem ao menos um sócio com menos de 18 anos, conforme dados da Junta Comercial do Estado. Embora essa prática seja legal, ela pode resultar em sérios problemas financeiros para os menores. Muitas vezes, eles não têm conhecimento das responsabilidades que estão assumindo.

Isabella Lehnen, uma estrategista de marca, e Rafaella D’Avila, gerente de projetos em Tecnologia da Informação, são exemplos de como essa situação pode ser devastadora. Ambas foram inseridas como sócias em empresas por seus pais quando ainda eram crianças. Anos depois, essas empresas faliram, e elas se viram ligadas a dívidas significativas.

Experiência de Isabella Lehnen

Isabella, que nasceu em 1997, foi colocada como sócia de uma empresa antes mesmo de completar um ano de idade. Quando a empresa faliu, ela tinha apenas cinco anos e começou a receber cobranças de dívidas e processos trabalhistas. A jovem recorda que oficiais de justiça a procuravam em sua casa, e, para se proteger, chegou a usar um nome falso.

“Eu não entendia a gravidade da situação. Sabia que precisava me esconder dessas pessoas. Se alguém perguntasse meu nome, eu tinha um nome falso para dizer”, compartilha Isabella. Essa experiência a marcou profundamente, mostrando como a falta de compreensão sobre as responsabilidades pode levar a consequências graves.

O caso de Rafaella D’Avila

Rafaella D’Avila, por sua vez, foi convidada pela mãe a assinar um documento aos 16 anos para se tornar sócia de uma empresa. Anos depois, ao consultar advogados, descobriu que estava vinculada a 32 dívidas trabalhistas que totalizavam cerca de R$ 3 milhões. Essa revelação a deixou em choque.

“Minha mãe disse que era para ajudar a família e que tudo ficaria bem. Fui ingênua e assinei. Ao descobrir a realidade, percebi que minha vida financeira estava comprometida e que não poderia ter um nome limpo”, relata Rafaella. Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina e destaca a necessidade de maior conscientização sobre os riscos envolvidos.

Aspectos legais sobre a inclusão de menores como sócios

A legislação brasileira permite que crianças sejam sócias de empresas, desde que seus responsáveis legais assinem os documentos necessários. O Código Civil, no artigo 974, estabelece que menores podem figurar na cadeia societária, embora não possam ser sócios-administradores.

Em Santa Catarina, o número de empresas com sócios menores de idade é alarmante. Um caso extremo registrado envolveu um bebê de apenas dez dias que foi incluído como sócio. Essa prática levanta questões éticas e legais sobre a proteção dos direitos das crianças.

Movimento por mudanças na legislação

André Santos, um dos fundadores do Movimento ‘Criança Sem Dívida’, busca conscientizar sobre os abusos financeiros que crianças podem sofrer. O movimento defende que a legislação deve ser alterada para proteger os menores de idade de responsabilidades financeiras desproporcionais.

“Queremos que a lei reconheça que o abuso financeiro infantil é uma violação de direitos. A responsabilização deve ter limites que protejam as crianças”, afirma Santos. O movimento já propôs um projeto de lei que visa proibir o uso do CPF de menores na abertura de empresas, atualmente em tramitação no Congresso.

Perguntas frequentes

Quais são os riscos de incluir menores como sócios de empresas?

Incluir menores como sócios pode resultar em dívidas que eles não têm capacidade de gerenciar, comprometendo sua vida financeira futura.

Como a legislação brasileira trata a inclusão de menores como sócios?

A legislação permite que menores sejam sócios, mas não administradores, o que pode levar a situações de abuso financeiro.

O que está sendo feito para proteger os direitos das crianças nesse contexto?

Movimentos como ‘Criança Sem Dívida’ buscam mudanças na legislação para evitar que crianças sejam responsabilizadas por dívidas empresariais.

  • Conscientização sobre os direitos das crianças
  • Alterações na legislação vigente
  • Apoio emocional e jurídico para vítimas
  • Promoção de projetos de lei que protejam menores

Para mais informações sobre direitos e proteção de menores, acesse o site do Ministério da Justiça. Para mais conteúdos relacionados, visite Em Foco Hoje.

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Em Foco Hoje Redação
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